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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O jogo do maquiavélico III

O jogo do maquiavélico III

Sempre foi assim, mas poderia mudar!
Não estavam afim, da espontaneidade no ar.
Véu de cetim, na ilusão de "se achar"!
No vermelho carmim, o que não tem, ostentar!

Acostumados com cachaça do que livros...
Verdades ocultas como falsos motivos,
Estilhaçaram vidraças, fragmentaram os brilhos!
Retalharam a carne, escorre o sangue no vidro...

Esses são os que se dizem do 'bem'...
A culpa no outro, no passado ou no além,
Tira de si toda a responsabilidade que tem,
Abusando da ignorância, encenando para alguém!

Arquiteta o cenário com palavras chave!
Iludindo o numerário, com o tom da clave!
Cega o visionário, pouco importa se é grave!
Modo utilitário, suas presas buscam o encrave!

Até ai tudo certo, é o mundo perverso,
Exige o incorreto, linhas tortas, mas é alfabeto!
O problema é perto, a familia o sangue verto!
Do ódio aberto, que nunca deixaria liberto!

Como confiar e ter esperança?
Com um beijo, nas costa a lança!
Destrói o fraterno, quebra a aliança!
Com um peso, diz Justa a Balança...

LRCP

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Mais claro

Mais claro.

É muito fácil dizer o que fazer!
Sendo no outro que tem que acontecer!
Acreditando só no que tem à viver,
Passando por cima, do acontecer no outro Ser!

Muitos desafios, muitas lutas,
Caminhos difíceis e tantas disputas.
Cada ponto é um ponto em suas labutas,
Vivendo como foi condicionado e que resulta!

Coragem é enfrentar o medo!
Sair de onde se esconde e abrir o peito!
Não mentir pra si mesmo sobre desejos,
Muito menos fugir por causa de segredos!

Encostado contra a parede sentem-se coagidos,
Porem não percebe que nada é feito se permitido,
Onde sabemos e entendemos dos vários motivos,
Se impondo as escolhas de que se faz iludidos!

Se quer felicidade de quem considera, seja justo!
Leve em consideração as necessidades e custos,
Sacrifícios, expressões e sentimentos avulsos,
Só assim a relação terá equilíbrio robusto!

Tudo seria mais fácil se fosse claro,
Transparente com outros e si, num disparo,
De confiança, na aliança, onde não mascaro,
Fazendo diferente, construindo de modo raro!

LRCP

domingo, 7 de dezembro de 2014

Acontecendo

Acontecendo

Melhor que falar e pensar, é fazer acontecer!
Claro que bem pensado e falado, tem que ser!
Ainda sim nada mais magnifico do que Ver,
A Vida se organizando e cooperando em Proceder!

Cada parte exercendo sua capacidade!
Funcionando o organismo na vivacidade.
Metabolizando o tédio para atividade,
Transmutando o marasmo em dinamicidade!

Expressões profundamente cristalizadas!
Forças muito bem unidas, interconectadas!
Aspectos favoráveis, positivas rajadas,
As bases estão lançadas, concretizadas!

O caminho foi traçado e aberto,
Tudo esta ai, claro como o alfabeto,
E que o poder do povo pode ser desperto,
Sendo pratica comum e algo concreto!

A beleza, o lúdico foram enfatizados,
Junto da ajuda mutua, auto-organizados,
Na cooperações e nos voluntariados,
O poder popular mostrou os revolucionários!

Quebrando o paradigma do estagnação!
Do mesmo padrão, orquestrado pelo barão,
Que agora será história rechaçada pela união,
Dos que fizeram acontecer e ainda mais farão!

LRCP

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Se comunica

Se comunica...

Nas relação sociais o ápice é a diversidade!
Interpretações baseadas na vivicidade,
Onde cada um experimenta uma realidade,
Constituindo os laços ou não de irmandade!

Uns cumprem o dever e exigem o retorno,
Dito com moral para tais atitudes do entorno,
Que é construido com cada parte e tijolo,
Mas tudo isso, só pela aparência do adorno!

É óbvio que as capacidades são destacadas,
Uns chegam e resolvem, mas sem raquetadas,
Resoluta e equacionam com muitas praticas,
Com desprendimento, das obras já criadas...

Outros ainda, tem que ser o porta voz!
Chegam, com capacidade, tirando os pós,
Desatando, e até ainda mais embromando os nós!
Querendo até, separar as aguas do foz!

É o que sempre acontece: muita estrela para pouca constelação.
O brilho que enobrece, depende mais do julgar na identificação,
Muitas vezes como expectativas, da sombra e sua projeção,
Determinando e condicionando todo comunicar em interpretação...

Quem não comunica se trumbica, diz o ditado!
Mas pior é a intransigência no fato interpretado,
Do que esta pronto para ter já conversado,
Onde esta tudo certo e nada combinado...

Do coletivo, sem se entregar ao pessimismo,
As vezes se calar e deixar rolar o "definido",
Não tem remédio, já esta remediado, prevenido,
Deixa estar com os capazes, esses tem seu motivo!

LRCP

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Padrão

Padrão

O que compõe a disputa?
Interesses próprios em luta?
Cada ocasião é uma labuta,
Injusta, de tanta verdade oculta!?

Um fato deve prevalecer orquestrado!
Tudo tende a parecer normalizado,
Distúrbios e disfonia, mesmo errado,
Trocado com o certo na propaganda pelo fato!

Toma lá, da cá, foi roubado mais ia roubar!
Pouco importa as armas que vai usar,
Mesmo a legislação vai deixar, se utilizar,
Pelos meios que não justificam o conquistar!

As forças das influências, dos conhecimentos,
A amplitude das consciências, dos condicionamentos,
Valores sem as essências e seus desdobramentos,
Negam o Ser pelas aparências, perpetuando no firmamento!

O que se leva, se não a competição?
Um individualismo como centro padrão?
Perca de sentidos para a cooperação,
Para a conexão da Vida e sua bênção?

Desconexo e balançado, muito bem armado!
Se entrega consolado, produto do meio vitimado!
Oprimido descartado, vai oprimir padronizado,
Muito mal educado, sem acesso desmeritocratizado!

É só esse o caminho, sem sentido sozinho!
Destruição é alívio, vingança o suplício,
Sem autonomia no hino, egoísta mesquinho,
Faz o Destino, sem inocência de menino!

Ainda resta esperança, o Sol pode nascer!
Possibilidades na balança, justo proceder,
Resiliente na andança, em busca do Ser!
Fortalecendo as alianças sem se corromper!

Tocando pra frente e avante,
O tempo não para, é constante!
Objetivando o sentido pulsante,
Do potencial e o Sol flamejante!

LRCP

sábado, 15 de novembro de 2014

Sentenças

Sentenças.

A luta esta ficando mais densa!
Exigindo cada vez mais presença,
Dos que no front sentem a sentença,
Onde o pé pisa e cada cabeça pensa!

Sem os acordos de paz, todos dizem-se racionais!
O 'h'omem é capaz de promover a guerra mais e mais!
Em nome do que jaz, do que sangrou os ancestrais!
Divinizam bens materiais, satanizam os Espirituais!

A única ditadura é da ignorância!
Tantas asneiras, tantas ânsias,
Náuseas de tanta petulância,
Do gosto do ódio em abundância!

Convoque seu Buda disse o poeta!
Disse também o sábio asceta,
Que encontrou o Sol no tempo e sua seta!
Mas ainda preferem a invocação da Moeda!

Valorizam conforme seus interesses,
Fantasiam as frases e seus dizeres,
Deletam a história e seus poderes,
De ensinamento aos nossos prazeres!

A batalha sempre parece ser a final,
Mesmo que seja essencial.
Estamos na ponta da sucursal,
Rumando pra Casa-Comum e tal!

Cada sentença é decisiva, cada ato ficará marcado!
Cada golpe é definitivo, construido e trilhado!
Seja o que for, não pode ficar parado, estagnado!
Use a balança e a espada e será intocado, imaculado!

Guerreiro do conhecimento, enfrenta o Medo,
A Cegueira de tanta luz, em dogma do credo,
Depois o Poder, duro feito o potente rochedo,
Por fim a Velhice, e seu infinito segredo!

Não será fácil, por isso a persistência,
Muitos golpes e ataques, ai a resistência,
Sendo inevitável a força da santa resiliência!
Tudo isso para ascenção espiritual da Consciência!

Só assim poderemos compor a construção!
Onde o próximo está  tocando o coração,
Na convivência, da interrelação, interconexão,
Na compaixão solidariamente em Comunhão!

LRCP

sábado, 8 de novembro de 2014

Pré-potência

Pré-potência

Muito pensa que sabe, homem antes da ponte até o super!
Em sua altidez, pois viu o outro lado, quer correr,
Mas não sai do cooper, vislumbra de longe, doa a quem doer!
Ainda não passam de ratos, que a fibra não param de roer!

Nem das três transformações ainda se fizeram,
Do camelo, o pessadissimo fardo carregam,
Acham-se leões, mas os valores ainda não libertam,
Na criança, a vontade ainda é mundo, nem imaginam!

Até chegam na transvalorização, da extrema racionalidade,
Incluindo ai bons momentos de instinto, de animalidade,
Porque é a moral dos senhores, que faz individualidade,
Indo alem do bem e do mal, onde o forte tem sua finalidade!

O sujeito já tem um que de além do homem, nega a fraqueza,
Mas a dos outros, enquanto em si esbrava tamanha alteza,
Sem escrupulos de querer usar tamanha destreza e beleza.
É belo, só por ser darwinismo observado na selvagem natureza.

Nem se da conta de que faz o que tanto critica,
Pratica o niilismo passivo, onde o diferente petrifica,
Se ativo fosse, não se preocuparia com o que cruscifica!
A fraqueza do outro, do "tu deves", que nos mistifica!

Eclodi o dionisico em tamanha vontade de poder,
Porém, na virtude de autorealizar-se se esconder,
Tentar a todo custo esbravejar que assim é proceder,
No super-homem idealizado de tanto roer e só querer...

Assim cada individuo é só parte, eis ai a vontade de potência,
Constroi caminhos, pavimenta as pontes, inaugura consciência,
Eterno retorno até conquistar o agir em seu peso em evidência!
Acatando e aceitando que em si é, amor fati em procedência!

LRCP