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terça-feira, 26 de junho de 2018

Tá pago

Tá pago

No dia após o outro dia,
Seu Zé levanta com alegria,
Faz seu trabalho com maestria,
Conhecendo sua valentia,
Que diz vir de Deus, Jesus e Maria.

Um dia após o outro uma vitória,
O pão para hoje se garantiu na trajetória,
Com amanhã sem saber da história,
Se tem teto e comida, só a palmatória,
Da luta pela dignidade ilusória!

Disse que caneta de pobre é a enxada!
Pois se tira tudo, mas não a alma,
Que é vendida, pela maioria, condicionada,
Fruto da sociedade escravagista idealizada,
Onde o pobre deve ser carvão na fornalha!

O objeto sendo mais valioso do que o sujeito!
As coisas tem mais valor do o coração no peito,
Assim muitos se dizem sendo "certo e por direito",
Onde o submisso ajoelha e reza para não ser suspeito,
Como ovelha e gado no pasto, obediente e satisfeito!

Muitos se acham donos do que pagam!
Não são donos nem das ladainhas que falam,
Odio, egoismo, auto-ilusão, feitichismo só propagam!
Com os próprios sapatos regulam, e não se enquadram,
Fazendo o bem olhando a quem lhes interessaram!

LRCP