Lei morta
Pra se afirmar é só pela aparência,
Falso moralista que bate tenência,
Dos semelhantes e cada essência,
Formam redes de excrecência!
A lei é morta, ainda mais nesse lugar!
Necromantes da palavra vem evocar,
Conforme interesse particular,
A lei que o dinheiro pode pagar!
Por conivência ou por maldade,
Inocente não existe nesse embate,
Basta escolher pela desumanidade!
A cada opção, a prisão da liberdade!
Privilegiados monopolizam a cultura!
Do poder econômico vivemos em ditadura,
Mesmo que digam que é vontade pura,
Sair dessa escravidão material da estrutura!
E por isso, quem paga é o pobre!
Que da própria classe não descobre,
Subalterno, fazendo o papel de esnobe,
Vassalo, serviçal, lacaio do tal "nobre".
Do oprimido que quer oprimir,
Do despossuído que quer possuir,
Do iludido que quer (se) iludir,
Perdido, que si mesmo não vai possuir!
E de tudo que esta ai, tenha boa sorte!
Já que tudo tem sua linha de corte,
E ninguém é dono da vida ou da morte,
E o que vai, volta ainda mais forte!
LRCP
