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segunda-feira, 10 de junho de 2013

A impossível facilidade.

A impossível facilidade.

Não ta fácil pra ninguém, ainda mais se você nada tem,
Se virando no ajoelhar e amém, fazendo coro com alguém,
No mesmo barco do além, vivendo na ilusão da nota de cem,
Que compra o refém, mas que liquida todo aquele que vive sem!

Que sobra é a morte! Independência é o norte!
Às vezes ao recorte, do ziguezigue da estrofe,
Parafraseando a sorte, relativo ao fraco e forte,
Onde comporta o enfoque, do que tudo desemboque!

No desenvolvimento das capacidades!
No aprimoramento das objetividades!
No afunilamento das reais necessidades!
No firmamento, na dialética das realidades!


Pesar a balança é primordial! Saber dosar é fundamental!
Ir além do bem e do mal, antes de perfilar o que é essencial!
Relativo é todo o normal, onde digladia o lado animal e racional!
Recalque do Cordial, do Fraternal, do abençoado laço relacional!

Das necessidades alheias, das abertas veias, sangradas que permeias,
Essa Terra que semeias, onde que tu queiras, nascido e criado nas beiras,
Animais em cadeias lutam competindo a sereia, que canta como feiticeira,
Arrastando com as cheias, presos nessas teias, ignorância que homenageia!

No “coro dos contentes” faz-se tudo infelizmente, ilusoriamente,
Felicidades estridentes, fantasiadas e inconscientes, definitivamente,
Mudar realmente, aceitar e ficar consciente, dentro do quadro vivente,
Aproveitando a mente, do jeito decente, racional e emocionalmente! 

Da dificuldade ultrapassada e assimilada, toda uma gama de caminhadas,
Escolha a certeira pegada da alma lavada, e que o coração dê a disparada,
Sintetizando a jogada, aceitando a parada, se possível bem pacificada,
Confiante dando as cartas, embaralhadas, mas que já são todas marcadas!

Objetos maiores que os sujeitos, valores confundidos com preços,
Com a Vida não tem respeito, tudo recalcado e virado dos seus avessos,
Confundem os Direitos, junto dos deveres maus feitos, o retrocesso,
Insubordinação faça efeito, dando novos rumos e novos começos...

Onde a capacidade seja ampliada e a consciência dilatada,
Que a compaixão seja praticada, amparada na Caminhada,
Justa e equalizada, que a liberdade seja visada, libertada,
Da amarra falsificada, que diz ser o direto de ter ela escravizada!

Quebrar as correntes, libertar os preconceitos da Mente,
Inaugurar o Consciente, do que também seja cordialmente,
Que ninguém se arrepende, juntos vivendo divinamente,
Fazendo-se sapientes, socialmente, exercendo o Excelente.


Leonardo RCP

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