A impossível facilidade.
Não ta fácil pra ninguém, ainda mais se você
nada tem,
Se virando no ajoelhar e amém, fazendo coro
com alguém,
No mesmo barco do além, vivendo na ilusão da
nota de cem,
Que compra o refém, mas que liquida todo
aquele que vive sem!
Que sobra é a morte! Independência é o norte!
Às vezes ao recorte, do ziguezigue da
estrofe,
Parafraseando a sorte, relativo ao fraco e
forte,
Onde comporta o enfoque, do que tudo
desemboque!
No desenvolvimento das capacidades!
No aprimoramento das objetividades!
No afunilamento das reais necessidades!
No firmamento, na dialética das realidades!
Pesar a balança é primordial! Saber dosar é fundamental!
Ir além do bem e do mal, antes de perfilar o
que é essencial!
Relativo é todo o normal, onde digladia o
lado animal e racional!
Recalque do Cordial, do Fraternal, do
abençoado laço relacional!
Das necessidades alheias, das abertas veias,
sangradas que permeias,
Essa Terra que semeias, onde que tu queiras,
nascido e criado nas beiras,
Animais em cadeias lutam competindo a sereia,
que canta como feiticeira,
Arrastando com as cheias, presos nessas
teias, ignorância que homenageia!
No “coro dos contentes” faz-se tudo
infelizmente, ilusoriamente,
Felicidades estridentes, fantasiadas e inconscientes,
definitivamente,
Mudar realmente, aceitar e ficar consciente,
dentro do quadro vivente,
Aproveitando a mente, do jeito decente,
racional e emocionalmente!
Da dificuldade ultrapassada e assimilada,
toda uma gama de caminhadas,
Escolha a certeira pegada da alma lavada, e
que o coração dê a disparada,
Sintetizando a jogada, aceitando a parada, se
possível bem pacificada,
Confiante dando as cartas, embaralhadas, mas
que já são todas marcadas!
Objetos maiores que os sujeitos, valores confundidos
com preços,
Com a Vida não tem respeito, tudo recalcado e
virado dos seus avessos,
Confundem os Direitos, junto dos deveres maus
feitos, o retrocesso,
Insubordinação faça efeito, dando novos rumos
e novos começos...
Onde a capacidade seja ampliada e a
consciência dilatada,
Que a compaixão seja praticada, amparada na
Caminhada,
Justa e equalizada, que a liberdade seja
visada, libertada,
Da amarra falsificada, que diz ser o direto
de ter ela escravizada!
Quebrar as correntes, libertar os preconceitos
da Mente,
Inaugurar o Consciente, do que também seja
cordialmente,
Que ninguém se arrepende, juntos vivendo
divinamente,
Fazendo-se sapientes, socialmente, exercendo
o Excelente.
Leonardo RCP

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