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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Neo "gente de bem"...

Neo "gente de bem"...

Todo o ódio é pouco, sou lúcido e você louco,
Pela sua miséria de vagabundo te exploro,
Escolheu errado, escolheu o lodo, no esgoto,
Sou melhor, superior, mereço mais que o roto!

Sou trabalhador 'ganho' com amor, muito suor,
Assim como for, essa luta de explorado e explorador,
Caminhamos fora do labor, do socialmente construtor,
Compro o que quero, consumo logo sou, sem rancor!

Mereço muito mais, o meu sofrimento é digno de expressão,
O seu não, sem paz fica só como carvão, vagabundo pobrão!
Aceite logo a condição, aceite seu papel de massa padrão,
Ignorante não tem dever de escolher, não! Merece resignação!

Sua miséria é sua própria culpa, aprenda a pescar sozinho!
Sua exigência só tumultua e assusta, resigna-se ao destino,
De pobre, explorado, dominado, manipulado e de bovino!
A classe superior deve compor a democracia, direito divino!

Vamos dividir o país, os do bem e os do mal!
Separar os nortistas de nós do sul Celestial,
Somos seus donos e seus deus, seu animal!
Daremos golpes e manipularemos até o final!

LRCP

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Costa Larga

Costa Larga

Mais uma vez a culpa é sempre do outro!
Coloca em quem quiser, com bom gosto!
Tira de si toda resposabilidade do encosto,
Que cria em si mesmo, mas que fica solto!

Empregna no Espírito, na alma, no corpo!
Tudo convem com tal dissimulação no lodo,
Um limbo pegajoso, pesado, no fundo do poço!
Faz jus ao carinhoso apelido de espirito de porco!

O bom disso tudo é que o Outro tem costas largas!
Guerreiro do Conhecimento que sabe usar as armas,
Deixa o peso em seus ombros escorrem em lagrimas,
Livrando e sossegando o dissimulado das navalhas!

Só aguardo agora o boicote, a verdade oculta com seu corte,
Sendo bucha de canhão, suporte, sempre para o lhe importe,
Enquanto não vem a morte, o sonho, do pesadelo em recorte,
Brinca e conta com toda sorte, não perdendo o rumo do Norte!

LRCP

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O centro do universo

O centro do universo

Tudo é muito difícil com a petulância do individualismo,
Que não se pode confundir com individualidade, sem “ismo”.
Laços são feitos por dois motivos, um pelo simples egoísmo,
E outros, muito mais consistentes e transformadores, pelo altruísmo!

A diferença é clara! Os dois buscam interesses, próprios ou comuns!
Mas não são separados, são em equilíbrio dinâmico, mas só para alguns.
Quem radicaliza ao extremo dos opostos, vive dos insensíveis desjejuns,
Fragmentando a unidade da diversidade, desconectando dos outros e mais alguns.

Se colocar no lugar do outro, como dito da compaixão,
A cordialidade é o nicho primordial da cooperação,
Indo além da competição supervalorizada pela razão,
Escutando, com sensibilidade apurada, os apelos do coração!

Mas também, não pode cegar a ação pelo sentimentalismo dos interesses,
Só dizendo amém, dogmaticamente em prol do grupo que te dá benesses,
Injusto com alguém, que não tenha a mesma ‘expressão’ de seus dizeres.
É um Zé Ninguém, que é galinha condicionada sobre a águia de seus poderes!     

De tanta convicção, certeza e verdade, são extremamente moralizantes!
Foram condicionadas, criadas e domesticadas, em si, realidades distantes!           
Virtualidades projetadas em caminhos mesquinhos, deveras alienantes!
Não se organizam além da vontade imposta, da verdade oculta dos ‘dominantes’!

Enquanto isso, “tudo sempre foi assim por aqui”,
Tudo continuará e nada vai mudar, nada vai evoluir,
Fica fácil da latente vontade imposta de persistir,
Agregando poder aos que nos dominam, sem resistir!

O importante é agradecer a migalha, como milagre do subsistir!
Um bom emprego, que pague, não que trabalhe, para garantir,
A comida na mesa, as contas pagas, atrasadas, o mínimo nutrir!
Porém, algo no amago da alma diz que não esta certo, e algo estar porvir!

Algo que nos ligue, religue, conecte e reconecte aos traços da existência,
Com rico sentido e amplo significado, na interpretação relacional da convivência,
Honrando a diversidade de expressão que dá riqueza a sociedade em procedência!
Ampliando e fortificando laços que construam e transformem a Consciência!

Por isso, revemos e analisemos os rumos do que escolhemos,
Como dizem os mais antigos, que plantamos e colhemos, recolhemos,
Novas mentes e corações, alcançaremos? Depende do que vemos,
E temos como experiência de que conviveremos em Paz, e que sobreviveremos!

A voracidade é tamanha que até pra extinção tudo aponta,
Agora é a hora pra despertarmos desse jogo de barata tonta,
No pensamento sistêmico, na visão ecológica em realidade se monta,
Na visão holística, onde o individualista mesquinho não se encontra!

Por isso devemos refletir por onde anda despontando nossa singularidade,
Como vamos escrevendo a história da Vida que condiciona toda sociedade.
De que postura vale mais a convivência, dentro de uma ética da responsabilidade,
Com mais segurança e liberdade, ou a competição do mercado e sua virtualidade?

Caminhos são esses, ao extremo de cada ponto justaposto,
Temos o tamanho do fundamentalismo e tanto desgosto,
Pesemos a balança na fraternidade universal com gosto,
Sem mascaras, com profundidade, com o vento no rosto!                                       

Tudo acontece quando todos querem, diz o ditado,
Sem problema se prefere o extremo de si, o intocado,
Mas não reclame do tecido social que foi condicionado,
Pelo nosso ato, enquanto parte do todo, interconectado!                                        

Mas por hora, tudo continua como de costume,
A união demora, como a decomposição do estrume,
De dentro pra fora, de baixo pra cima, tudo se aprume,
Aos poucos aflora, toda potencia que ainda nos Une!

LRCP 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tudo perdido

Tudo perdido

De fato tudo esta perdido! No fundo do abismo!
Idolatram o que faz iludido! Vale é o consumismo!
A ignorância como alivio, divinizam o separatismo!
Segregados e fodidos! Unica verdade, absolutismo!

Nada se pode fazer, tudo que poderia era busca o Saber,
Assim era o Proceder, porem o que mais importa é Corromper!
Se jogar e vender, mais um objeto em busca do Ter!
Desumano é o viver, nessa pós modernidade longe do Ser!

Autômatos robotizados, todos armados buscando a violência!
Desalmados financiados, superficiais na intensa incompetência!
Desconectados e desligados, da fonte de toda a Essência!
Privilegiados e afanados, inconsequentes na inconsciência!

O medo conduz a levianidade, a servilidade!
Nada muda pela disparidade, da futilidade!
Se atrapalha com a claridade, com a espontaneidade!
Queima quem tem originalidade, a Profundidade!

Crucifica e trucida quem trás a boa nova!
Desqualifica e intimida quem põe a prova!
Petrifica e paralisa se tira a verdade da cova!
Sentencia e acaricia tudo que o Grupo aprova!

Sem querer acaba perpetuando todo esse sistema,
Dizendo-se resolver com 'certeza' o Grande problema,
Que tem a formula e o objetivo correto como emblema,
Da sociedade perfeita e de "bem" que encena!

A moral antes da ética impera nessa formula mágica,
Padrões pré-estabelecidos é o que valem na prática,
Autoritarismo, submissão e crença é a ordem esquemática!
É tudo muito claro, quem não tem visão, não vê a sistemática!

Tende ao absoluto e a extrema radicalidade!
Aumentando o abismo dessa desumanidade!
Esquecendo a sublima e divina originalidade,
Negando o saber, sepultando toda Diversidade!

Nisso, o problema não mais é se tudo esta perdido!!!
Mas sim, quem vai ajudar a construir do que foi demolido?
Das ruínas do caos, se instalou, no novo que vem vindo?
A diferença está ai, construir ou destruir o Caminho?

LRCP

sábado, 24 de maio de 2014

O coro da covardia

O coro da covardia

É muita opinião, para muita desinformação,
Muita dissimulação. A Era, a guerra da “informação”,
Muito pouca assimilação dentro de pouca Ação,
É muita estrela para pouca constelação!

A moda é ir conforme manda a unanimidade!
Unânime, se faz maior que o todo em sua parte!
Endossando o condicionamento da mediocridade!
Internalizando cada vez mais  a desumanidade!

Antes de fazer sua parte, desperte o conhecimento.
Cão que morde não late, investigue todo desdobramento!
Toda variável e probabilidade assim fazem o firmamento,
Sintetizam mundos novos em infinitos condicionamentos!

Não rasteje nas botas da maioria, desperte a autonomia!
Não faça coro com a covardia, não julgue em demasia,
Autoconhecimento brilharia, ofuscando a ignorância!
Nessa militância, desperte o Sol do Ser que ilumina!


LRCP

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Receita para derrota

Receita para derrota

Diz que me diz, dos hipócritas é a força motriz,
Dizendo aprendiz, só que não Vê abaixo do nariz,
Só se contradiz, julgando o outro, sendo infeliz!
Pior os imbecis, que acreditam no que não condiz!

A receita para a derrota é essa!
Não precisa ter muita pressa,
Tudo se encaixa, tudo se processa,
Onde a Vitória se desinteressa!

Agravante no juízo! Sentencia o prejuízo!
Não é por falta de aviso, a falta de siso!
Negativo cataliso, nem com improviso,
Transmutar é impossível! Cessam o sorriso!

É muita ingratidão para pouca Fraternidade!
É muito interesse para pouca Vontade!
É muita mesquinhez para pouca Profundidade!
É muita mentira para pouca Verdade!

Interesseiros, ingratos, mesquinos e mentirosos,
Fazem dos passos unidos o fim dos luminosos,
Acabam com os objetivos mais jubilosos,
Se fecham para os futuros belos e gloriosos!!!

E ainda, se dizem, se fazem de bons moços!
Não vale as cabeças fora dos pescoços!
Vermes que habitam os fundos dos poços!
Quero ver é quem CONSTRÓI com os destroços!

Na tranquilidade, cada um tem sua consciência!
Mente pra um, pra outro, tudo bem... Paciência!
Mas a mascará cai, o mundo gira, na consequência!
Cada um faz sua parte, como pode e no que é a Essência!

LRCP


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Gente de bem

Gente de bem

Gente do breú que vê um pingo de Luz,
Acredita que tudo aquilo é único, e Seduz!
Não seria diferente, cada caminho se conduz,
Apregoa o que é contrário, na prórpia Cruz!

Dentre o caminho do auto conhecimento,
Os quatro elementos, sinterizam o Firmamento,
Base para o julgamento de falsa moral,
Que nada projetado se faz tão natural!

Espera sempre de alguém o que deveria fazer!
Coloca a culpa no além, vive só de maldizer!
E pra quem chega perto para somar!
Esse logo vai ser taxado ao desacreditar!

Faz do bem o que quer, e o que acha,
Qualquer merda que der, o outro que esculacha!
Mas que no fundo tanta Luz que veio,
Ofuscou os olhos assombrados do alheio...

Cada um desses que se assombram, tem sua "verdade",
Se absoluta ou oculta, sempre falta da pura sinceridade!
Sentenciando assim, todo Caminho do Meio,
Toda união, onde de dentro de si, o SOL viesse primeiro!

LRCP