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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Isca

Isca

Acreditam que o teste vai fazer efeito,
Pode ser que sim, mas ai tem defeito!
A mesa vira, depende do sujeito,
Com coerência, mantem, pede respeito!

Jogam iscas e mais iscas,
Otimas oportunidades vistas,
Fisgadas, obstaculos das pistas,
Alimentam os peixes malabaristas!

Na corda bamba equilibrados!
Fazendo diferença, empoderados!
Dos riscos, responsabilizados,
Intenções fortes mantém os lados!

A força da correnteza é perceptivel,
As margens escondem-se no invisivel,
De cada limite pessoal, inteligivel,
Basta somente fazer o que for possivel!

No fim, tudo que vai volta e ainda fortalece!
Aprendizados eternos que sempre nos apetece!
Se fazem necessárias pela resistencia que tece,
O sentido essencial da pratica como prece!

LRCP

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Busca

Busca

Entre a segurança e a liberdade,
Existe a busca pela felicidade,
Não depende de nenhuma extremidade,
Apenas a sintonia como equidade.

Interpretar o que isso significa,
Vai além que imagina, que queria,
Que amaldiçoa, que glorifica,
Que abraça, mal cria, que sacrifica...

Nas sobreposições de vontades atormentadas,
Das superstições nas mentes ilusionadas,
Nas desconstruções das figuras inusitadas!
São as alienações, ideologias orquestradas!

Um sujeito ou objeto? Quais são os interesses?
Julgamento concreto? Não! Apenas são dizeres!
Praticar o alfabeto, constructo dos afazeres,
Seguindo avante e reto com amplos benesses!

Assim se constroi todo caminho!
Dos escombros, renascer sozinho,
Emanando o que tem ao Destino,
Do eterno aprendizado e ensino!

LRCP

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Binário

Binário 

Com o abismo eminente é assustador o desespero!
Bagunça toda mente, perdido como cego no tiroteio!
No CONFORTO ausente, roubado, sem esteio!
Desconecto internamente, acha no Outro o “maloqueiro”!

Aquele que você sataniza, chama de vagabundo,
Que você mesmo eterniza como o mal do mundo!
Segregação que cristaliza o abismo profundo!
 Acha que o Bem realiza, é do mal instrumento fecundo!

Se deseja a si mesmo acima de tudo é a morte que adora!
Ninguém vive sozinho, bom jogador passa a bola.
Se só supervaloriza o objeto que enamora, se enrola!
Tanto faz! As necessidades fazem a liberdade bem na hora!

O único mal é o que encurta a Vida!
Guerras, corrupções, as infinitas dívidas!
Juros, lucros, acúmulos, são os parasitas,
Os abusos de nossa mecânica economia!

Divinizada como padrão eminente!
Adorada como vontade onipotente!
Resultados dirigidos exponencialmente,
Combinados, orquestrados, no “pente”!

Base piramidal, os de baixos sustentam e tal,
Basta não ser consensual, aceito como normal!
Mas realiza o abismal, segrega perdido, irracional!
Sem o conforto causal faz de todo destino fatal! 

Se não é como quer faz do seu jeito!
Dê o que der, se acha o bom sujeito,
Mentiras que disser será insuspeito,
Senso comum que puder, bate no peito!

Destinos entrelaçados, interconectados!
Todos estamos afetados, desequilibrados!
Uns vão unido os pedaços, dando os braços,
Outros como atrasa lado, como percalços!

No trabalho diário, na atividade constante!
A volta no retardatário, binário irritante!
Que tenta fazer de otário, o semelhante!
Mude o cenário, com as mãos atuantes!

Tolerância, respeito pela diversidade!
Importa a resiliência da singularidade!
Despertando consciência, na unidade!
Pela excelência do convívio em sociedade!

Uma ecologia social, nascida da mental,
Que transforma a ambiental, na via integral!
Para além do bem do mal, a beleza do abissal,
E do raio celestial, integrados na pedra filosofal!

Não se desespere! Enfrente seu destino!
O poder não se transfere de jeito bovino,
Se libere das amarra para o cognitivo,
Assim coopere para a semeadura do plantio!


LRCP

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Semelhantes

Semelhantes

Filosofia do rebanho, massas manobradas!
Liberdade, sonho estranho para as mordaças!
Destruição sem tamanho, silenciosas ameaças!
Se é perde ou ganho, aguarde as contas cobradas!

As correntes serão quebradas, quer queria ou não!
Boicotes não vão funcionar, está escrito, nada é em vão!
Perseguições, imolações e outras agressões, não passarão!
O fruto já desabrochou, crescendo na cruz, de Coração!

O caminho é esse não tem volta, no antagônico nasce a resistência!
Das necessidades, do caos e da revolta, percebemos a essência!
Da diferença de quem constrói e se solta na auto-organização da resiliência!
E desses que preferem a reviravolta da manobra escravizando a consciência!

Oprimidos querendo oprimir! Vítimas querendo cada vez se vitimar!
Relações humanas a regredir! Legitimam a barbárie de nos explorar?
De nossas virtudes em competir, querem as barreiras extrapolar!
Como se pudessem impedir a revolução de cada um, a molecular!

Escravidão moderna, sujeitos transformados em objetos!
A única coisa fraterna é a mercadoria descartada, os dejetos!
A mudança não está na forma externa, da palavra antes o alfabeto!
Quando a pessoa se governa, o Todo se manifesta no ato concreto!

E assim, a grande maioria continua em sua hipnose achando que faz o “bem”,
Achando que, o que o padre, o pastor, os ricos falam, são pra dizer amém,
Sendo que eles escreveram a história com o sangue dos muitos Zé Ninguém,
Desconfie, pesquise, governe-se, lute, só assim transcende e vai além!

Dividem e segregam os semelhantes para assim conquistar!
A diversidade na unidade não querem que vá encontrar!
Numa sociedade sem leis é preciso maturidade em si governar!
Rumemos para ela ou continuaremos a legitimar, barbarizar?!

Só depende de nós, e isso nunca foi segredo!
Liberte-se a sós, no interior de cada medo!
Si mesmo o único algoz, qual será o enredo?
No silencio e sua voz, a pedra angular talhada no rochedo!


LRCP

terça-feira, 9 de junho de 2015

Contínuo

Continuo.

O que não deveria acontecer, aconteceu!
Quem não queria entender, entendeu!
Continuação no proceder, prevaleceu!
Organizados no decorrer, assim viveu!

Nisso se filtrou os que querem ou não!
Poucos põe a mão, o resto fica na oração,
Pedindo aos céus sem o pé no chão,
Na concretude e objetividade da ação.

Mais o importante é a Continuidade!
Da semadura ao fruto da autenticidade,
Da auto-organização na coletividade,
Do comum ao singular na praticidade!

Muito mais pode vir, para tremer as estruturas!
Faz parte do devir, águias buscam as alturas!
Depois de chorar, vamos rir, com a vinda da aurora!
Os muros, destruir! Ao chão todos tijolos, na hora!

Dos entulhos, reciclando as mentes e corações!
De dentro para fora, no singular das ações,
No conjunto um bom Caminho, sem muros e grilhões,
Todavia renovando ou quebrando os velhos padrões!

LRCP 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Caminhante

Caminhante

Nos cacos e pedras jogado sozinho!
Fazendo por si mesmo o caminho,
Boicotado como é dito, pelo "carinho",
Punição de fazer o próprio destino!

Tiveram tudo na vida, jogaram tudo no poço!
E a culpa dessa ferida, é do "outro moço",
Como a volta sem ida, agua límpida no esgoto!
Luta diária aguerrida, querem do reto, o torto!

Pode cair o mundo, mas não pode o desespero,
Estar bem no fundo e jamais entregar ao medo!
Não pode um abuso: apontar os amados com dedo,
Faz excluso da clareza e do poder do guerreiro.

Ainda sim, só resta a persistência,
Confiando na força da resiliência,
Da Espiritualidade e Consciência,
No autoconhecimento e na potência!

Se quisesse a liberdade, aquela que respeita,
O outro e sua alteridade, aquela que 'endireita',
Mede a necessidade, do que é básico na receita,
Tolerante com a singularidade, para além seita!

Com essas pedras e cacos contruiria um castelo!
Mas como viver uma maldição grudada no chinelo?
Sem base sólida para chegar ao cume alto e belo?
Soterrando em cinzas o sol dourado e amarelo!?

A sorte sempre foi lançada,
Foi e será feita na caminhada.
Forjando o ferro de cada espada,
Usadas nas lutas da grande jornada!

LRCP

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Fogo de Palha

Fogo de Palha

Aconteceu o que parecia que não aconteceria,
Individualistas 'organizados' que se reunia!
Que levados nas coxas tudo desbravaria,
A zuera imperaria e o embasamento desconhecia!

Tudo parecia muito fértil de esperança!
Contraditório, mas ainda sim a aliança,
Que unificava o improvavel da andança,
Brincadeira com seriedade sem balança!

Do caos nasceu uma ordem!
Talvés muitos não concordem,
Mas nasceu, olhem, recordem!
Falta o engajamento, acordem!

Alias, do que adianta falar com o centro do universo?
Ali está todo o proposito da vida, o resto é só resto!
Desconsidera a organização de modo perverso,
Sempre zuando e maldizendo o que é diverso!

Uma pena, não pensa no foi construido,
Sem continuidade, impera o umbigo!
E depois reclama que tudo esta perdido!
Sem querer responsabilidade ter assumido!

Portanto "vão tomar bem nos olhos de vossos sóis"!
Enquanto nada vai além da zuera, só fogo nos paióis,
Ainda resta um pingo de esperança nesses faróis,
E ainda talvés continuar com a consideração de dizer: é noiz!

LRCP