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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Jogo

Jogo

No estado de exceção que vivemos,
Ao abismo que iremos, que queremos?
E fizemos? Coniventes aceitamos o veneno,
Congelados, polarizados não entendemos,
Os que gritam  por necessidade em pulmões plenos!

Que fica no ar dito, visto, mas esquecido,
Desqualificado pelo ódio, desmerecido,
Desacreditado, espoliado, enfraquecido,
Mas a força da fé mantém aguerrido,
Ainda vibrando pra quem estiver ouvindo!

Dos escárnios escarados, dos cenários encenados,
Palhaços pagando o pato, aceitando os fatos!
Bem claros, não acredita ou não teve contato,
Esta explicitado, um monte de sanguinário e rato!
Pesando só um prato, e o pior, os dos mais fartos!

Tirando dos mais fracos, para engordar quem mais tem!
Perceba a crise à quem convém? Só perde, Zé Ninguém,
Agradecendo sendo refém, aceitando qualquer vintém,
Capitão do mato procurando alguém, por uma nota de cem,
Não vai além, para o coração e a essência que desdém!

Nesse inverno o fogo irá resistir!
Tudo muda, logo vai consumir,
Brasas em cinzas, tudo destruir!
Renascer dos escombros, reconstruir!
Breve o jogo vira e o império vai ruir!

LRCP

sábado, 29 de julho de 2017

Inverno

Inverno

Se anunciava para quem quis ouvir,
Poucos atentos ao que estava por vir,
Uma maioria, era coro como devir,
Prejudicados,  acham que é construir,
Que iam "se dar bem" e progredir!

Ventos gelados, tempestades e tornados,
Já diziam por si muito bem representados,
Arrastando mentes e corações alienados,
Cegos, crentes, dogmáticos, absolutizados,
Falsas democracias, discursos polarizados!

E o gado no pasto quer só o capim!
Olhando o rabo do outro. Chupim!
Esperando cair do céu, algo assim,
Soluções que apagam o estopim,
Do fogo interior como um fim.

Para quem não se governa, será governado!
Diziam que assim o mundo prospera, orquestrado,
Controles pelo poder que impera e o Zé escravo,
Acumulação extrema dilacera, só tem folgado!
Não faz sua parte, não se apodera, congelado!

Colheu o que plantou e chegou o inverno!
O caminho encurtou nesse retorno eterno,
Golpes que tomou e continuou terno,
Assim conjurou e foi do céu ao inferno,
Da atitude que acatou a luz não fez fraterno!

Das lições que  não acertou,
O arrependimento dilacerou,
O nó na garganta, não gritou,
Mais ainda se escravizou,
Para a guerra não se preparou!

Com o fogo da determinação,
Resistência como única opção,
Digna de fraternidade e ação,
Nos valores de Humanização,
Não quis a transvalorização!

Pior os que continuam arquitetando,
Todos os tentáculos enraizando,
Trafico de influências funcionando,
Só olhar todo mundo se enganado,
Querendo do outro o que não vem plantando!

Mas esquecem todos que é passageiro!
Hoje pavão, amanha espanador grosseiro!
Abusam da ignorância como marqueteiros,
Mas compensam os opostos os guerreiros,
Ativistas, poetas, trabalhadores, curandeiros!

E logo vem a magnifica Primavera,
O Sol novamente vem e impera,
A folha velha que cai e a nova prospera,
O fogo aquecendo os que se governa,
Fazendo, na prática uma vida mais Fraterna!

LRCP

sábado, 15 de julho de 2017

Trabalhador

Trabalhador

Ao trabalhador da História,
Escrita com suor e glória,
Sangue, morte e vitoria.
Exploração e palmatória,
Todos gravados na memória!

Como sujeito histórico faz destino,
Na luta pela dignidade fez Caminho.
Objetivo fraterno entoada nos Hinos,
Nas vitórias e derrotas construindo,
Na busca da relação, sempre partindo.

Sendo que o tempo virou,
Outro furação forte chegou,
Que o sonho se arrastou,
Resistindo na raiz que vingou,
Das sementes que plantou.

Tempestades e ventanias,
Tufões, torrentes e gritarias,
Mentes confusas, que enlouquecia,
Corações amargos, que sacrificarias,
A revolta e a raiva se instalaria...

No caminho das pedras, edificando e construindo,
Utilizando dos escombros para continuar indo.
Das forças do Espirito, que sempre é enriquecido,
Amores e afetos verdadeiros que vão nutrindo,
Enquanto que ia, vai e continuará se descobrindo.

LRCP

domingo, 2 de julho de 2017

Resistir

Resistir

Impunidade é alivio, mas só para o rico,
Pau que deu no Chico, não deu no Francisco,
Políticos não são presos, só presos políticos,
Domínio explicito, manipulação nos ouvidos,
Golpe deferido, não foi morto o bom bandido!

Enquanto se instala o caos e a confusão,
Polarização, muita discussão, pouca assimilação,
Muitas palavras poucas atitudes de construção,
Mar de ilusão que arrasta a multidão, sem noção,
Do rumo da edificação, paz e amor no coração!

Muito discurso de ódio, como se fosse saída,
Todos querem o pódio, sem entrar na dividida,
Baseados no simplório, como uma opinião divina,
No próximo episódio apostam na carnificina,
Sendo mais que obvio pelo corruptor que financia!

Almas vendidas e o sangue do trabalhador no altar!
Enquanto os barões, individualistas, vão muito lucrar,
Quem vai se resignar? Aceitar a condição ao julgar?
Subsistência, na sobrevivência cabeças vão rolar,
Resistir e lutar, com a mente e o coração reinaugurar!

Novos hábitos para uma nova ética,
Falsas morais imperam, só por estética,
Poder dominação negando a dialética,
Não se evolui de forma sintética,
Só resta vibrar positivamente na onda magnética!

LRCP

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Acordo Nacional

Acordo Nacional

Não tem outra saída,
Dor e sangue na ferida,
Na luta, alma aguerrida,
Trabalha noite e dia,
Não tem nenhuma regalia!

O crime é só para o pobre!
Para o rico e gente esnobe,
É carreira para nobre,
Mafiosos, que tudo pode,
No bom moço, o mau encobre.

Senadores e deputados investigados,
Todos muito bem financiados, pagos,
Defendendo interesses orquestrados,
Arquitetados para manter os larápios,
Que rouba do povo e faz pagar os patos!

Juízes fazem suas partes no sistema,
Hora prende, mas solta sem problema,
Alguns mais imparciais no esquema,
Outros fingem como no cinema,
No fim o acordo nacional é a sentença!

Entre corruptos e corruptores não tem diferença!
Deus mercado e seus sacríficos edificam a crença,
De que o sangue e suor do trabalhador recompensa,
Na 'melhora' da economia e o lucro em presença,
Contradizendo-se na humanidade como bença!

LRCP

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Barbárie

Barbárie

Da simples palavra anticorrupção,
Se viu boa oportunidade de ação,
Domínio do povo pelo simples jargão,
Oculto de ideologia e projeção,
Desumano, mau-caráter na segregação...

Pede mudança mas não tem digna atitude,
Pede ética e moral mas não tem em plenitude,
Espera sempre dos outros o que se mude,
Não move uma palha em concretude,
Instalando a barbárie como “virtude”!

Gritavam e blasfemavam sem saber,
Agora o resultado iria surpreender?
Mais desempregos para gente ter,
Tirada a aposentadoria ao envelhecer,
Direitos trabalhistas, pode esquecer!

Depois das várias listas de propinas,
Escândalos de corrupção e mentiras,
As gravações provam todas jogatinas!
Enquanto abafam matança de índios e ribeirinhas,
Camponeses, manifestantes, estão todos na mira!

Todo o caos em nome do deus mercado,
Poder econômico opera através do estado,
Dos representantes, em maioria são comprados,
Enquanto socializam os prejuízos, sem comida no prato,
Individualizam os lucros, no verdadeiro estelionato!

LRCP

domingo, 14 de maio de 2017

Anti-ideologista

Anti-ideologista

Vejamos e observamos, fica tudo claro!
Nós nos enganamos, pesando um prato!
Balanças desequilibramos, estelionato,
Auto-engano grupal herdamos, de fato,
Normose consagramos, pagando o pato!

Defensores das morais e bons costumes,
Outros mais liberais, mandam estrumes,
Solidários vaidosos a mais nos cumes,
Se acham todos divinais,mas na pretume.
Confusões gerais e jamais se assumem!

Segregação na cara, controle das massas!
Dividem na marra, para apertar as amarras,
Ofuscando as áureas, cortando todas asas,
As liberdades nas valas, nas bocas as mordaças,
Ideologias disparas, no poder do verbo, palavras!

Abusando da predominante ignorância,
Usam do cenário com toda a petulância,
Anti-ideologistas se dizem com ânsia,
São ideólogos descarados, na jactância,
Descomplementam os opostos, nas distancia!

Perdidos e desesperados, tiros para todos lados!
Muitas mentiras nos pratos, sem os auto-retratos,
Desacreditando dos fatos(dos ideais contrários),
Da alteridade descartados, imperam os falsários,
Bananil inaugurado, jacaré é tronco aos afogados!

LRCP