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sábado, 7 de abril de 2018

Ovelha

Ovelha

Massas manobradas, inconsciencias semeadas,
Inocentes almas rifadas e manipuladas,
Fazem barulho como atormetadas, assombradas!
Em si mesmas recalcadas, sombras projetadas!
O cão morde a mão que afaga e não sabe nada!

A repetição do discurso dos bandidos!
O senso comum, mentiras nos ouvidos,
Formando pós-verdades e fazendo caminhos,
Sem volta, de revolta como um hino,
Ou deitar em breço esplendido, como menino!?

O instrumento da própria destruição,
Um povo inconsciente de sua libertação,
Sem consciencia de classe não é cidadão,
É consumidor que acredita em enganação,
Bastando ter, do que Ser em individuação!

Se dizem donos das morais e bons costumes,
Os proprios habitos são dejetos, estrumes,
São corruptos e enganadores buscando o cume,
Se dizendo da luz e não enxerga o pretume,
Que é de si mesmo e ao redor, não se assume!

A jogada esta feita, não tem mais volta!
Agora tudo indica a intenção de uma revolta!
Com o rebanho feliz e ao lado a ovelha morta!
Lobo e a presa, de que nenhuma se importa,
Se o rebento da liberade, da patria-mãe aborta!

LRCP

quinta-feira, 1 de março de 2018

O que fica

O que fica

De tantas mentiras, essa verdade não queria acreditar!
Descansar perpetuamente em paz e a Luz Divina guiar!
Dos caminhos terrenos liberto, mas quem fica vai lutar!
De tudo que ensinou, como exemplo, muito a praticar!
No voou da Águia, o Espirito volta ao seu lugar!

Bem que dizem para valorizarmos o agora,
Depois que o gás sobe, só fica quem chora,
Quem se lamenta pela vaidade que adora,
De levar tudo a ferro e fogo na degola,
Esquecendo que tudo é passageiro e sem demora!

Dessa vida não se leva nada,
Se deixa um legado, uma palavra,
Um gesto de amor, uma patada!
Ensinamentos que ficam na alma,
Se assimilados ou não deixa lavada!

Nada acontece por acaso, se foi assim que ficou!
Muito já era alertado, mas o surdo não escutou,
Era tudo muito claro, mas o vaidoso ignorou,
Sendo previsível a conjuntura de que se criou,
O cenário ficou armado, para quem não se culpou!

Por isso não existe mais culpados e inocentes,
Todos tem sua parcela nesse Todo incandescente,
Do que já era previsto, em profecia latente,
O estrondo do trovão na tempestade consequente!
E agora o que fica são só as intenções realmente!

LRCP

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mais do mesmo

Mais do mesmo

Quem não reconhece o labor do outro,
Quem quer muito para si e acha pouco,
Quem se acha acima de todos enroscos,
Quem desconsidera e desqualifica como louco,
No fundo é o mais do mesmo, um falso e vaidoso!

Até ai tudo bem, é a inocência que se mantem,
Todos tem a escolha de melhorar a si, ir além!
Quando consciente o desdem, pela nota de cem,
A história é outra, mas finge com o mentiroso ámen,
Dizendo-se grato, no seu pulo do gato que convém!

Com a vida propria o que era semente já cresceu!
Com os cuidados devidos, se ergueu e floresceu,
Já é realidade, da pratica sem teoria que viveu!
Pois o que se faz antes do que se fala é só o que valeu,
No que fica e pode ser, não se sabe, numa dessa até morreu!

Não pela falta de cuidado ou desistencia do provedor,
Mas pelo destino natural que se pavimentou com ardor,
Das entrelinhas camufladas, dos conchavos como ator,
Fingimentos, acenos, caras e bocas, sempre o mesmo topor!
Que ficou ignorado, recalcado acreditado ser invento da dor!

Mas o tempo é rei e tira todas as mascaras do fingimento,
Provou o que a imaginação dizia, em todo seu tormento!
Portanto não houve do que desistir, só chegou o Intento,
Diz que quando a ida não é boa a volta não presta, fica atento!
Então dos caminhos vale só saber se tem coração, como alento!

LRCP 

domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Ano Novo

Feliz Ano Novo

Mais uma mensagem que vai,
De coração a coração esvai,
De uma orelha a outra sai,
Mas quando fica, segura não cai!
Finca raiz, agradece Pai!

Mais um ciclo renovado,
Divide o tempo, fracionado,
Esperança na frente e ao lado,
Renasce do amor, do Amado,
Amando, criado e ajudado.

Datas passageiras que poderiam ser permanentes,
Nos corações todos do dia a dia, nunca ausentes,
Ocupados, correndo atras de dinheiro, carentes,
Comprando e vendendo a alma, se dizendo contentes,
Mas este sentimento passa, volta para o que empreendes!

Sempre passando encima do outro,
Enxergando ao redor sempre um louco,
Que é deveras projetado como enrosco,
Um potencial esboço do proprio esgoto,
Para ganhar dinheiro com a corda no pescoço!

Para a ave nascer tem que quebrar o mundo,
E o mundo é um ovo, cascudo imundo,
Nova criatura, desse mar fecundo,
E não novo ano, e o mesmo vagabundo,
Que deseja felicidade e nunca se viu no profundo!

LRCP

sábado, 16 de dezembro de 2017

Falsário II

Falsários II

Olha só o tempo que passa dizendo,
Que passa mostrando quem ta fodendo,
Quem ta se escondendo, não toma tento,
Os falsários como um tormento, sem alento,
Se debatendo com os dentes rangendo!

Não se pode esconder a Verdade,
Logo a luz clarea toda falsidade,
A mascara cai e mostra a identidade,
Os atos, conchavos e toda maldade,
Invejosos, mesquinhos e covardes!

E não vai adiantar se fazer de bom moço,
O bicho vai pegar e a corda vai no pescoço,
Sem misericórdia, na curva do rio, o esgoto!
Pode chorar, as consequencias ao teu gosto,
Não considerou o arrocho, segura o estouro!

Todos assustados com a reação violenta?
Calma, ainda tem muito mais tormenta!
Quem sabe assim, na dor, se aprenda,
A não ser um sem vergonha e se arrependa,
Falsários, dizem amigos, mas nos põe a venda!

Então que fique o aviso!
O bicho vai pegar, amigo!
Não brinca comigo, alivio?
Cuidado para não dar mais motivo,
Que o sangue escorre ao vivo!

LRCP 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Maquiagem dos numeros

Maquiagem dos numeros

Muitos numeros dizem o que é,
Estimativas, médias, vão na fé,
Calculos cartesianos, seu mané,
Classificando doutos e ralés,
Aglomerados de Patricios e Josés.

Ao mesmo tempo, que vai contado,
Nos dedos, nos relógios apontado,
Se faz resultado, entre observador do fato,
E o proprio fato observado, muito claro!
Nos projetos bem elaborados e orquestrados!

Dizem a tal da burocracia antes da ação,
É a burrocracia o entrave na solução,
O que deve ser feito esta ali em clarão,
Mas rodear o problema é ainda o padrão,
Ludibrinando a maioria que não participa, não!

Para as questões economicas é exatas,
Para as sociais só são bravatas,
Jogos de poderosos e magnatas,
Escravizando formigas com sangue de baratas,
Colarinhos brancos, criminosos de gravatas!

O que veio primeiro? A necessidade de organização?
Ou a ambição de controlar através do poder-dominação?
A sociedade se tornaou maior que a criação, um bichão!
Engolindo muitos para nutrir poucos sem coração,
Sem humanidade e só egoismo em interesse na opção!

LRCP

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Igualdade

Igualdade

Vivendo no pleno do contraditório,
Na eterna fila de espera do consultório,
Urubus assistem como num auditório,
Só por seguir um caminho simplório,
Sem segredo, mistério ou imbróglio!

Agredindo e cedendo à dicotomização!
Manobrando massas na segregação,
Nas politcas do cotidiano só polarização,
Ideologias de moda, perigosa dogmatização!
Todos em um só sacrificio do poder-dominação!

Na superestrutura só o viés neoliberalista,
Não se é uma pessoa, sim um consumista,
Um código de barra ambulante, um parasita,
Vendido pelas coisas materiais, egoista!
Mas não se assustem com os opostos dessas fitas!

Muito menos espere paz enquanto explora,
Privilegiados a mais, com desculpas, só enrola,
Culpa é sempre do fraco que não te apavora,
Que não reclama da dignidade que evapora,
Tragada pelo grande espirito neoliberal da moda!

Igualdade não é querer o que é dos outros,
É a liberdade de decidir os destinos todos,
Buscando a fraternidade plena, e não dos poucos,
A felicidade de conviver em paz, sem enroscos,
Na justa medida as riquezas distribuidas ao povo!

LRCP