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sábado, 19 de setembro de 2020

Conivência

 Conivência


A insensibilidade virou virtude,

Nos tempos atuais em magnitude,

Vibrações coletivas nas atitudes,

Carniceiros, necropoliticos, abutres!

Fingidos, falsos moralistas em amplitude!


O silêncio da imparcialidade!

A inercia dessa mediocridade!

Inconscientes da interconectividade!

Da barbárie instalada com maldade,

Reflexo dos muitos covardes!


O coração que não se inflama,

Diante as injustiças insanas,

É a conivência que proclama,

Do seu intimo que profana,

Negado a sacralidade humana!


A dor que vem no peito, 

É a ânsia contra o despeito

Da regra sendo o desrespeito,

A humanidade jogada do parapeito,

No abismo do malfeito! 


O fogo que arde na floresta,

As mazelas sociais como tarefa,

Medidas antipopulares como flecha,

Politica de austeridade como festa,

Você vai achando lindo a injeção na testa!? 


LRCP

sábado, 12 de setembro de 2020

Era da Desinformação

 Era da Desinformação


Nessa era da informação, 

Já não existe assimilação,

Apelam para a emoção, 

Negam o fato e a razão, 

Gado no pasto e a alienação! 

Perdidos nesse turbilhão!

Muita estrela e pouca constelação, 


Só geram mais confusão!

É muita palavra e pouca ação, 

Consciência não tem não!

Importa é seguir a manada de cuzão, 

Processo de desumanização!

Pós-verdade e a força da ilusão,

Falta amor, só tem poder-dominação!


Um jogo desequilibrado,

Pendendo só para um lado,

O lado dos mais abastados,

Uma minoria de aloprados,

Dominam os coitados,

Os verdadeiros gados no pasto!


Comem capim já ruminado,

Discurso pronto e decorado,

Nem um pouco assimilado,

Jogam conteudo ao desinformado,

Tudo cola para o alucinado,

Perdido pelo interesse orquestrado!


Ainda perseguem quem faz pensar!

Pela ignorância vão até brigar,

A consciência em expansão negar,

Tempos sombrios querem exaltar,

A humanidade e fraternidade acabar!

Só que o preço será caro, ao pagar! 


LRCP

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Cultivam

Cultivam

Mesmo com as condições contrárias,
Conchavos, traições, pessoas falsárias,
A resistência é a única saída ordinária,
Que a dor e o sofrimento voltem aos párias,
Não tem outro jeito, são medidas necessárias!

Se escolhi o caminho, assim está feito!
Não tem volta, o coração bate no peito,
Que a força mantenha-se no parapeito,
Com a justiça, além das vaidades do sujeito,
E o amor, estonteante e rarefeito!

No buraco negro e seu assustador vazio,
O problema de cada um vaza no funil,
Extravasa na auto-importância vil,
Interesses particulares dos juvenil,
Nesse tecido social esquizóide e frágil!

Se assustam com a reação do oprimido!
Mas quando exploram, acham lindo,
Pisam na cabeça, como degrau subindo,
Quanto mais alto, maior o tombo temido,
Se aceitassem o que é, já estaria resolvido!

O que acontece é o que todos acreditam!
Mentiras, falsidades, alienações os motivam,
Gados no pasto, programados se aliviam,
Sacrificando o justo pelo ódio que os cativam,
Assim rangerão os dentes e terão o que cultivam!

LRCP
22/07/2020

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Silêncio

Silêncio

Das expectativas que não se deve criar,
Como únicas saídas para acreditar,
Interior solapado pelo ardor popular,
Enquanto em si sabe onde quer chegar,
Mas dos outros não podem ajudar!

Nada muda se não fizer por si,
Alguma coisa acontece aqui,
Outras mais tenebrosas ali,
Boicotam para ver tudo ruir,
Interesses escusos, preferem mentir!

Nesse mau-estar civilizacional,
A tristeza consome o animal,
Com o coração cravado, terrenal,
Não existe saída nesse caos infernal,
Destruição por destruição. Curral!

A covardia como requisito de virtude,
A binário fundamentalista em atitude,
Perseguem o vivido amor em plenitude,
Sem controle de quem vive na altitude,
Desesperados não querem que nada mude!

Talvez seja melhor o silencio,
O recolhimento como beneficio!
Não que seja a fuga, é reconcilio!
A luta continua, e assim sentencio!
Na palavra de prata, o ouro tem seu brilho!

LRCP

terça-feira, 2 de junho de 2020

Arma

Arma

A guerra é no tempo das redes sociais,
Todo imbecil teve voz, e disse aos boçais,
Nem todos são imbecis com seus canais,
Salvam muitos dos conteúdos e portais!
Cego é quem busca só seus padrões culturais!

Hoje temos todo o embasamento cientifico,
Com base em dado concreto e especifico,
Pode e deve ser contestado com bom motivo,
Refutar e contrapor com o respeito devido,
Pesquisando de forma ética, como imperativo!

Nessa guerra hibrida, onde existe muita informação,
Falta consciência critica e muito pouca assimilação,
É muito estrelismo, para bem pouca constelação!
É muita massa manobrada e pouca população,
É muito rebanho, domados pelo medo da libertação!

Todos querem mudanças, mas não se enxergam,
Lição antiga das andanças, e não prosperam,
Morre a esperança? Que os indivíduos se integrarão?
Ficam as alianças, e os organismo se desintegram!
Impera a petulância, a vaidade e assim desejam!

Na potência do invento humano, tudo vira uma arma,
Pode ser letal, para fatalidade ou liberdade da alma,
Somos os destruidores ou curadores, o sinal alarma!
Vivemos a vibração de todos, como um karma,
Ainda sim, a libertação interior reina como Dharma!

LRCP

sexta-feira, 27 de março de 2020

Epidemia

Epidemia

Diante a ameaça, de dizimação em massa,
Sempre permeou o imaginário, a desgraça,
Mas uma doença lembra que tudo passa,
O tempo escorre sem as fingidas carapaças,
Que tudo fica ai para alimentar as traças.

Mas diante tal prerrogativa,
Precisou-se de uma alternativa,
Salvar a saúde ou a economia?
Uma sociedade mais equitativa,
Ou a mesma barbárie competitiva?

No pano de fundo da desigualdade social,
Bastou ameaçar a maligna elite mundial,
Que a solidariedade voltou ao normal,
Evocada como saída para epidemia viral,
Fantasiam a preocupação, tudo intencional!

Fica mais fácil imaginar o fim do mundo,
Do que o fim do capetalismo imundo,
Enquanto o pobre acha que é rico, estupido!
É a massa manipulada, jogada no fundo,
Do abismo, no poço da barbárie e do absurdo!

Mesmo com essa evidente tragédia,
O capetalismo absorverá com estratégia,
A nova ordem desse caos com a platéia,
E o povo mais adestrado fazendo média,
Acreditando no TER, esperando a panaceia.

LRCP

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Ficção da Democracia


Um jogo de interligações, destrutivos padrões,
Poderes e competições, abusando das explorações
Fim de civilizações, massas e as alienações,
Seres contra seres nas contradições de suas ações,

Fingidos sabichões, assombrados nos porões,
Põem o véu das ilusões, psicologia das alucinações!
Estados em exceções, pelas ordens e tradições,
Ocultas intenções, caos para as manipulações!

Neoliberaleco cancervador na ideologia
Nos costumes a moral, livre só na economia,
E o dogma do anti-ideológico, que demagogia,
Nem esquerda, nem direita, nem em si acredita!

Na internet, pós-verdade é ódio que incita,
Se diz cidadão de bem, que grande mentira?!
Falso moralista com propaganda nazista,
Acusando do que ele é na opinião que vomita!

Na ficção da democracia representativa,
Poder do povo só como foto ilustrativa!
O gado no pasto, come capim e diz: VIVA!
Vota e paga imposto, mas não participa!

Na consciência de classe a luta se intensifica,
Conflito de interesses e a alienação massiva,
Concentração de riqueza, desigualdade abusiva!
Cadê a democracia direta, a população participativa!?

O objeto vale bem mais, o sujeito aqui jaz,
Na guerra pela paz, tombando mais um rapaz,
A massa incapaz, segue aquele que faz,
Por meios desleais, como fogo nos matagais,

Copias literais, tragédias fatais,
Mentiras abissais, ilude o capataz,
Sonhos infernais, enriquecendo os capitais,
Pelos bens materiais, sugando as energias vitais!

LRCP