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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Pé de breque

 Pé de breque


Do que se repete na esperança de renovação,

De uma práxis necessária de transformação,

No conjunto com os encontros em associação,

Não significa que devemos repetir a mesma ilusão.


Uma pseudo militância de festividade,

Sem luta concreta contra as injustiças da sociedade,

Ou pior, fazendo um jogo de interesse e vaidade,

Não pode ser fiel ao bem comum em objetividade!


Diz o sábio que a tragédia se repete como farsa!

Fazer parte da reincidencia é escolha meu parça!

Intriga e discórdia por interesse e nem desfarça!

O lance é fazer cena pra alienação de massa!


Aos pés de breque é melhor nem atrasar o lado!

Uma por que a carapuça cabe e todos vão ver o mascarado!

E já nem tem mais paciência para o fingido e o desamado!

Então não empaca, poucas ideias que o bonde deixa atropelado! 


LRCP


Tensão

 Tensão


O mundo é mais tenso do que você imagina,

Vive no mundo cor de rosa e me incrimina,

Uma bolha de ilusão que o egoismo cria!

A vibração é intensa que a tudo contamina,

Do ódio emitido e do que vem e se vinga!


É a ordem natural é a causa e efeito!

Tudo que se acumula falta num leito,

Que se explora para encher o próprio peito!

Armadilha para percepção de um mundo perfeito,

Interesses egoístas e parece que não tem jeito!


Radicaliza toda a pseudo convivência,

Falsa moralidade só tem é aparência,

Sua atenção roubada como subserviência,

Diz-se cidadão de bem (pura decadência),

Sociedade escravista, ladra de consciência! 


Inconscientemente a tudo isso sustenta!

Manipulado, a tudo ignora e se contenta,

Migalhas ao próprio desejo, que só aumenta,

Mesmo com a fome do irmão que acorrenta!

E da tensão da energia natural não aguenta! 


Tem o bode expiatório como o melhor caminho!

Se esquecendo que pode ser o próximo sozinho,

Sacrificado no altar do dinheiro e extermínio,

Pela prevalência dos interesses mesquinhos,

Acreditando que tem a si mesmo em domínio!


LRCP 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Super homem

 Super homem

O ser humano perdido no espaço,
Na face da Terra, um estardalhaço,
Uma bagunça, um grande esculacho!
A confusão do falso homem de aço!

O dito superman que vale o que tem,
Preza pelos bens e no fim fica sem,
Privado da liberdade que tem no além,
Transitório viver de zé ninguém!

O medo de enfrentar a realidade,
Faz sucesso a competitividade,
Desses desafios da relacionalidade,
Cada momento é uma necessidade.

Que cada cabeça é uma sentença,
Um quer pra si, e assim pensa,
Outro quer para todos, não dispensa,
A 'lógica' da cooperação em Presença!

Enfim, existem dois tipos de pessoas,
As que tem sensibilidade e são de boas,
E as que não tem, são maiorias nas bolhas,
Marionetes que o vento leva como as folhas!

LRCP

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Feliz 2023

 Feliz 2023


Toda virada de ano é aquela magia,

Planos, metas, mudanças e alegria,

Renova a esperança em demasia,

Que todos os sonhos se realizaria!


Ano velho que não se concretizou,

Palavras vazias ao vento jogou,

Não tem atitude fiel, só enganou,

Sem virtudes em tudo que praticou!


Quem ainda vive da desumanidade,

De um desgoverno de insanidade,

Mitomaníaco, plena representatividade,

Necropolitica, corrupção e maldade,


Se acostume que foram banidos!

O Brasil extraiu os parasitas e esta vivo!

Sabemos pelos frutos produzidos,

Não adianta mentir como iludidos!


E só pelo fato da mudança já valeu!

Esperançando na luta que prevaleceu,

Diante os tempos difíceis sobreviveu,

Feliz ano novo enquanto fortaleceu! 


LRCP


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Natal da aparência

 Natal da aparência


Do tempo que não para,

Mais uma data se repara,

Especial sempre para alma,

Da missão que deságua! 


Do Sol Nascente ao Poente,

O ciclo se faz e se aprende,

O despertar interno e ciente,

Percepção ampliada e ardente!


Se o Cristo não nasce em Ti,

Não vale a devoção em si,

Sem ter a fé Dele, é só frenesi,

Muito barulho é "só o chassi"!


Se o Sol nasceu encima no Céu,

E a Grande Obra sem o Véu,

Depende do martelo e do cinzel,

Sem aparência inocente como réu!


LRCP


terça-feira, 18 de outubro de 2022

Esnobe

 Lei morta


Pra se afirmar é só pela aparência,

Falso moralista que bate tenência,

Dos semelhantes e cada essência,

Formam redes de excrecência!


A lei é morta, ainda mais nesse lugar!

Necromantes da palavra vem evocar,

Conforme interesse particular,

A lei que o dinheiro pode pagar! 


Por conivência ou por maldade,

Inocente não existe nesse embate,

Basta escolher pela desumanidade!

A cada opção, a prisão da liberdade!


Privilegiados monopolizam a cultura!

Do poder econômico vivemos em ditadura,

Mesmo que digam que é vontade pura,

Sair dessa escravidão material da estrutura!


E por isso, quem paga é o pobre!

Que da própria classe não descobre,

Subalterno, fazendo o papel de esnobe,

Vassalo, serviçal, lacaio do tal "nobre".


Do oprimido que quer oprimir,

Do despossuído que quer possuir,

Do iludido que quer (se) iludir,

Perdido, que si mesmo não vai possuir!


E de tudo que esta ai, tenha boa sorte!

Já que tudo tem sua linha de corte,

E ninguém é dono da vida ou da morte,

E o que vai, volta ainda mais forte!


LRCP

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Vagabundeando

Vagabundeando


Do descaso dos parasitas, as coisa ruim que gravita,

Quanto pior, mais malicia, vagabundo se infiltra!

Não faz a obrigação na fita, só se esquiva, 

Acham ruim de quem agiliza, do que veste a camisa!


O pau para toda obra acham que é o cumulo!

Absurdo querer trabalhar além do discurso,

Alem das aparências de bom moço e seus abusos,

Quer a eficiência e a eficácia jogada no tumulo!


Se aqui se faz e aqui se paga, eu já duvido,

São muitos os vagabas, estão todos envolvidos,

De rabo preso, descarada, manipulam os motivos,

Não valem nada, se acham os bons do bico!


Não peça para ser insensível diante disso tudo,

Desumanidade não é invisível, o grito não é mudo!

O coração sente, perceptível, não é pedra/escudo!

O ser humano corrompível acabando com o mundo!


Cumprir com sua atribuição é demais!

Corrupção e guerra, e ainda pedem paz!

Faz o papel do lacaio, do capataz!

Fingindo e se fantasiando de bom rapaz!


Afundam o barco e colocam a culpa no outro!

É o tal do atrasa lado, na curva do rio, enrosco!

Pé de breque, comédia só deixa falha, tosco!

Na hora que o bicho pega, foge do estouro!


E desse mar que não esta para peixe,

Remando contra a corrente, me deixe!

Não quero ser só adereço ou enfeite!

De cada um, faz sua parte no feixe!


Morra de joelho ou faça a diferença!

Se venda ou mantenha a Presença,

Sustente sua força, mantenha a crença,

Fazer e acontecer é a única sentença! 


LRCP