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quarta-feira, 26 de junho de 2024

Lacaio

 Lacaio


Do capim tem o gado faminto,

Nada muda no pasto bonito,

Verdes paisagens, nutritivo!

Bar, igreja e loja no infinito!


No eterno retorno das vaidades,

Alienação massiva em continuidade,

Perpetuando a cultura da mediocridade,

No jogo de poder e suas iniquidades!


Do objeto que vale mais que o sujeito,

O lacaio se vale na reprodução do efeito,

Submisso que necessita do prefeito,

Do pastor, patrão, do mestre matreiro.


Reproduz o ódio e o extermínio do diferente,

Não aceita a diversidade e seu poder latente,

Que mantem a Teia da Vida que faz o Presente,

De vivência de Amarrr como seres transeuntes!


Então do que passa e se reproduz,

No que cada animal faz e se conduz,

Da marca, ou mancha que deixa e produz

De si mesmo acende ou apaga a Luz?


LRCP

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Do que importa

 


Do que importa


Da postura que foi vendida,

Da alma sebosa e quase apodrecida,

Nos interesses materais antes da Vida!

Do que importa antes da despedida!?

Qual o intuito no equilibrio das medidas!?


O Tempo é o Rei e a todos nos consome,

Hoje estamos aqui, amanha já some,

A memória é esquecida sem o nome,

Pela vaidade no coração dos homens

Destruindo o bem comum no microfone!


Pregadores cegos, falsos profetas,

Politicos, Magnatas, várias facetas,

Donos do poder com suas maletas,

Orquestam o sistema com mutretas,

De alienação de massas do capeta!


A justiça dos homens pode ser cega,

Mas é viciada no dinheiro que lhe entrega,

E sensivel aos sinais de poder que carrega.

Igualzinha as moscas que rodopiam a merda. 

Perpetuando o ciclo da cultura que herda!


Todos querem viver bem, obviamente!

Viver bem melhor que alguém materialmente!

Mas não querem o Bem Viver comunamente,

Onde o sujeito, não o objeto é foco eminente,

Na conexão com a Teia da Vida enquanto Presente!


LRCP

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Gulodice

 Gulodice


Daquela velha vaidade matreira,

Normalizam os gostos e ideais,

Egoísmo, gulodice e muito mais,

Que do inferno abriram a porteira.


Senhores do destino com o dinheiro,

Privilegiados acham-se divinais,

Podendo subjulgar as classes sociais,

Estando junto na descarga do banheiro!


Quanto mais tem, mais querem,

Custando a vida do proximo ou não,

Usando a massa como lenha e carvão!

Concentrando renda vão além.


Colocam a culpa em quem e quando for,

Bode expiatório evocam a se impor,

No proceder de mandatário do terror!


Do mal-estar, da qual não se enxergam,

Querem a alienação da massa que negam,

Mantendo a exploração aos que governam!


LRCP 

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Senhores do destino

Senhores do destino


Daquela moralidade fajuta,

Na teatralidade que assusta.

Da metáfora que não se ajusta,

Nas teorias e práticas em disputa.


Padrões de comportamentos,

Determinações e tormentos,

Cultura de cada tratamento,

Costumes que trafegam no tempo.


Fundas raízes mantém o senhorio,

Seres superiores junto ao ser-servil!

Benção divina que a todos extorquiu,

A liberdade de viver com brio!


De um exagerado darwinismo social,

O igual tem que se sentir maioral,

Ser oprimido, quer também causar o mal,

Usando o "outro" como "degrau".



Vantagens materiais são o prêmio,

Ter é "melhor" que Ser com Intento,

Ilusão em que vive com empenho,

Sempre precisam de escoras e sustentos.


Alienação de massa instalada,

Como uma maquina programa,

A humanidade segue em manada,

Para o abatedouro da burguesada!


Inconscientemente supremacistas,

Querem exterminar, são extremistas,

Conchavam nos porões neonazistas,

Vassalagem que quer um rei da Vida!


Como escravos se acham senhores!

Não passam de marionetes e atores,

Poder econômico e seus "favores",

Dominam a política e todos setores.


Mas como tudo é vaidade e tem seu tempo,

Os frutos e a colheita virão no seu momento,

E o que vai, logo volta como vento,

E o Justo prevalece pelo firmamento.


LRCP


sábado, 24 de junho de 2023

A esmo

 A esmo

No hoje tudo foi esquecido,
Segregado e excluído,
Num futuro desconhecido
Desse presente adormecido,
Desconectado, removido,
Da Natureza como Ser Vivo!

Da Natureza que nos dá Vida,
Do que nos dá sentido e acolhida,
Segurança na lição vinda,
Na experiência que vem envolvida
Dessa vivência e resistência aguerrida,
Aprendizagem em ação que ilumina!

Ai esta o bem viver no bem comum,
Cada vida sendo cuidada por cada um,
Seguindo os passos sem zum zum zum,
Carregando os fardos sem peso algum,
Desse presente eterno e ad infinitum,
Na luta, no arquétipo de Ogum!

O maior trabalho e luta é em si mesmo,
Hoje vivem na virtualidade a esmo,
Egoismo, vaidade e muito desprezo,
Vivem no exterior programados no medo,
Nos bens materiais está o apego,
Marionetes do sistema, não tem segredo!

Liberdade é romper a prisão da mente,
Programada pela maldade consciente,
Da elite dominante culturalmente,
Individualismo vivido radicalmente,
Desconexão de si, individualmente.
Com tanta lição de dor não se aprende!

Violência, fome, desigualdades,
Desde tempos imemoriáveis essas maldades!
Chega de tanta ilusão e iniquidades!
Concentre sua energia na impecabilidade,
Realizar a Grande Obra com a Vontade
Na sua percepção e intenção se faz a Arte! 

LRCP 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Pé de breque

 Pé de breque


Do que se repete na esperança de renovação,

De uma práxis necessária de transformação,

No conjunto com os encontros em associação,

Não significa que devemos repetir a mesma ilusão.


Uma pseudo militância de festividade,

Sem luta concreta contra as injustiças da sociedade,

Ou pior, fazendo um jogo de interesse e vaidade,

Não pode ser fiel ao bem comum em objetividade!


Diz o sábio que a tragédia se repete como farsa!

Fazer parte da reincidencia é escolha meu parça!

Intriga e discórdia por interesse e nem desfarça!

O lance é fazer cena pra alienação de massa!


Aos pés de breque é melhor nem atrasar o lado!

Uma por que a carapuça cabe e todos vão ver o mascarado!

E já nem tem mais paciência para o fingido e o desamado!

Então não empaca, poucas ideias que o bonde deixa atropelado! 


LRCP


Tensão

 Tensão


O mundo é mais tenso do que você imagina,

Vive no mundo cor de rosa e me incrimina,

Uma bolha de ilusão que o egoismo cria!

A vibração é intensa que a tudo contamina,

Do ódio emitido e do que vem e se vinga!


É a ordem natural é a causa e efeito!

Tudo que se acumula falta num leito,

Que se explora para encher o próprio peito!

Armadilha para percepção de um mundo perfeito,

Interesses egoístas e parece que não tem jeito!


Radicaliza toda a pseudo convivência,

Falsa moralidade só tem é aparência,

Sua atenção roubada como subserviência,

Diz-se cidadão de bem (pura decadência),

Sociedade escravista, ladra de consciência! 


Inconscientemente a tudo isso sustenta!

Manipulado, a tudo ignora e se contenta,

Migalhas ao próprio desejo, que só aumenta,

Mesmo com a fome do irmão que acorrenta!

E da tensão da energia natural não aguenta! 


Tem o bode expiatório como o melhor caminho!

Se esquecendo que pode ser o próximo sozinho,

Sacrificado no altar do dinheiro e extermínio,

Pela prevalência dos interesses mesquinhos,

Acreditando que tem a si mesmo em domínio!


LRCP