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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Peso do Interesse

Peso do interesse!

Todos tem suas vozes, o povo fala mais alto.
Só se ouve a dos algozes, divulgando o falso!
Manipulações atrozes, com o Justo no cadafalso!
Difamações mais velozes, desses artistas no palco!

Se faz de bom moço e cheio de moralidade!
Mas o que só parece não é a profundidade!
Pouco que se passa na pratica da realidade!
Mentiroso, difamador, interesseiro, na verdade!

Mas o que mata é a que todos prejudicam!
Acaba com o que nasce, da semente abdicam!
Interesses mesquinhos e calculistas financiam!
Fazendo jus a sujeira politica que acreditam!

O poder da influência é oposto a Justiça!
Se pesasse na consciência a Justa Medida,
A salva procedência não seria postiça,
Dando valor a incompetência da malicia!

Calando a voz da maioria!
Roubando a vez na covardia!
Incentivando a discórdia!
Justificando a miséria!

Almas sujas pelos interesses,
Rabo preso só por benesses,
Perfeitos só nos dizeres,
Na destruição dos poderes!

Destroem as alianças, as justa andanças,
Aniquilam as crianças, junto das esperanças,
Não pesam a balança, só querem a fiança,
Recalcam a dança do bem e mal que se trança!

Maquiam os próprios erros,
Vitimizam com seus segredos,
Coitadinhos merecem desprezos,
Hora dos recomeços, desapegos!

Desfazer a união, deixar se auto organizar,
Desfocar a atenção, sozinho vai se contrariar!
LOnge da falsificação, no outro sempre a julgar,
Sem acusação, do bode expiatória a procurar!

LRCP

Ajudante

Ajudante

AS pessoas se prendem em suas convicções,
Geralmente as que fazem coro as alienações,
Não pensam e sentem por si, só nos Jargões,
Vê na novela, escuta do padre e dos chefões!

Tudo muito bem hipnotizante,
Algo que se diz moralizante,
Sendo comum o rumo estonteante,
O escremento se achando o diamante!

E nisso, muito dizem-se caridosos!
Que com apenas migalhas são odiosos!
Diz-se cristão, muitos religiosos,
No fundo contradizem-se, que perigosos!

Diz assim, só vou ajudar quando não precisar!
Tem que sair dessa fase morbida sem se agarrar,
Sozinho tem que se virar, alguma coisa conquistar,
Mas tambem não pode desesperar, vai se ferrar!

Mas fica a questão, como que vai ajudar depois de tudo?
Bela contradição, porque depois que conquistou o mundo,
Precisa mais não, sair da lama sozinho, sozinho eu mudo!
Depois vem com que ajuda? Aquela do fala que te escuto?

Ou aquela de que para baixo todo santo ajuda?
Que se esquece, que é para cima que a coisa muda!
Talvez, seja as convicções próprias que se anula,
Sendo mais um automato que diviniza toda estrutura?!

Claro que ninguém é obrigado a ajudar ninguém,
Então que tire o nome da boca suja do seu amém,
Das difamações e projeções do amor a nota de Cem,
Achando um culpado pela inveja que te tem em desdém!

Falam em nome de Deus, falam em nome do Outro,
Mas subjuga os teus, moralizando tudo como pouco!
Atos desiguais dos seus, são demonizados de louco!
Diz: são todos "MEUS", as falsas personas em Escopo!

Se identifica com que a própria imagem,
Que joga tudo que é diferente na margem,
Esquece que nessa Vida, tudo é uma Viagem,
De aprendizagem, de piedade, e não de sabotagem!

Qual será todo esse objetivo? Um deslexo maniqueista,
Mal que se diz bem, quantitativo! Longe do dualista,
A qualidade devia ser o motivo, mas não pro estetista,
Vive de aparência, retroativo, aniquilando o futurista!

Assim, as sociedades foram e são regidas!
Manipuladas, conquistadas e muito submissas,
Escravizadas, aterrorizadas, e dando VIvas!
Agradecem o ferro e o fogo que tiram suas Vidas!

Quem percebeu o contrário é perseguido,
Taxado de subversivo, louco e esquisito!
Mas foram esses que deram rumos aos aflitos,
Costruindo a Liberdade que liberta dos conflitos!

Gratidão é muito mais, gratidão é justa Medida,
Valores essenciais, são intocados pela ferida,
Essas dos animais, ditos racionais em contrapartida!
Mas ainda reina a Paz, com a consciência tranquila!

LRCP

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O jogo do Maquiavélico II

O jogo do Maquiavélico II

Um boicote barulhento, mas para o boicotado, silencioso...
Criaram o tormento, através de mentiras, motivo de orgulhoso,
Distorção do fundamento, do que seria mais que perigoso,
Brincando com o sentimento, egoísta sentindo-se maravilhoso.

Perturbam o destino, costuram com as falacias,
Mentiram para o menino, cacetadas macias,
Aprisionaram o genuíno, nas formas plácidas,
Maquiavélicos do Caminho, atitudes mais que ácidas!

Individualismo insurgente, que destrói o coletivo!
Egoismo consciente, sem pensar no construtivo!
Maniqueísmo ardente, pensado para o maldito!
Vitimismo contundente, fazendo-se de bem-vindo!

PORÉM, a vida é uma surpresa! Ainda mais pra quem joga!
Criador é implacável, a Natureza! Tudo muda e sai da moda!
Se acha com muito destreza, pra quem pelas costas amola,
Nem se fale então da esperteza, que só na mentira aflora!

Quando você tirar tudo de seu inimigo, é bom teme-lo!
Portanto pense bem no rumo que quer na hora de te-lo,
Tudo, certamente se transformará no seu pior pesadelo,
O destino do outro só pertence a ele mesmo, com todo ZELO!

Não brinque com a sorte, se achando protegido pela Seita,
A galope vem a morte, ainda mais quando só se mama na teta,
Na bússola o norte e na balança a medida, reta e justa não aceita!
Se achando o forte, vestido de Deus, mas sendo o Capeta!

Se o mal fosse para o bem final, estaria tudo certo...
Mas o ego fala mais alto, um animal, se achando correto,
Recalca o mais essencial, usando o nome do Arquiteto,
Mas no fundo é sujo o avental, injusto e torto pelo intelecto!

Leonardo RCP

Mais cooperação e altruísmo.

Mais cooperação e altruísmo.

Uma perturbação renitente e insistente me assola, por isso vejo a necessidade de escrever essas linhas, expor meus simples pensamentos, por hora, lógico, mas por outra sentimental. Algo que a observação e o peso da Justa Medida já demonstrem por si só.

A ostentação e a meritocracia falsificada são os parâmetros e as diretrizes morais para o convívio social. O belo é a estética, os olhos veem, mas o coração não pode sentir, como o robô, tudo é programado para apenas seguir essa ordem, imperativa, que esta mais para desordem, que não nasce uma nova ordem, mas que perpetua somente esse caos destrutivo, não segue a linha auto-organizada que a Vida implica. Não digo da vida humana, dos valores (preços) que a mente humana coloca no milagre da Vida, enquanto algo natural de fato. Enquanto algo que venha de encontro à evolução biológica. Muitos podem dizer que estamos sendo “puramente” naturais. Pode-se dizer que sim, se tratando do egoísmo exacerbado, do individualismo determinista. Porem, o equilíbrio entre individualismo e altruísmo é mais do que isso. Portanto, natural é o que menos estamos sendo, estamos sim é executando o mais fraco em detrimento do mais forte, a injustiça como imperativo comum de prosperidade. Somos cooperativos antes de competitivos, somos mutuamente e dependentes um do outro. Ninguém faz nada sozinho. Só evoluímos, nas épocas das cavernas, graças ao senso de cooperação. O que há tempos, nos faz desnaturais, desequilibrados e sintéticos.

Tudo o que poderia e deveria ser para beneficiar a todos, pois todos tem o direito aos bens da Vida, só beneficia poucos. Que fazem questão de subjugar e apropriar a força produtiva dos que foram prejudicados e injustiçados com o tempo. Ocorreu a formação de grupos, que vinham para comandar e arquitetar os desígnios e destinos da maioria. Uma herança que é passada desde tempos remotos, desde o primeiro patriarca que viu ser “superior” aos seus semelhantes. Claro que este até era “superior”, pois ninguém é igual ninguém se tratando de personalidade e individualidade psíquica, onde as capacidades, onde os “dons” afloram e interagem no convívio social. Mas, se tratando de necessidades biológicas, somos todos iguais, é só entender a complexidade da evolução da Vida neste terceiro Planeta, de uma galáxia de quinta categoria, que se estende dentro do Universo incalculável... Que dizer, não somos mais do que ninguém e do que nada, somos tudo diante do outro, só somos algo porque existe o eu e o tu.

Agora, em fração de segundos cósmicos (revolução industrial), nós seres ditos “sapientes”, movidos pelo antropocentrismo, sentimos como o ápice do Universo, “o que até pode ser”, porem ainda no sentido citado acima, destrutivo somente. A pretensão é tamanha e tão petulante que nos dizemos imagem e semelhança de um Criador. Apesar de sermos “co-criadores”, dotados de alta capacidade criativa, apontando o topo da pirâmide das espécies, com nosso “mágico” polegar opositor comandado pela razão instrumental “divina”, somos prensados na questão do que fazemos com todo esse potencial, essa “divindade mágica”.
Minhas reflexões perturbantes são baseadas neste requisito. O que fazemos de bom (coletivamente) com toda essa divindade, usamos apenas para fins animalescos (individual)? Isso é natural? É não se perturbar com o destino da criança que nasce, cresce e se desenvolve sem as requeridas dignidades humanas? É ser insensível ao que os olhos não veem? É ignorar os rumos extremamente desiguais? É fingir que não se importa com a pessoa humana?

Sinceramente, existem políticas internacionais, nacionais, estaduais e municipais, que no papel são todas muito lindas, belas e perfeitas. Mas que servem apenas para camuflar essa lógica egoísta, extrema, sem ao menos equilibrar o lado altruísta, que é confundido com esmola, migalhas filantrópicas. E não só a política, mas também as religiões, usadas como engenharia social. Os sistemas financeiros, que há 300 anos vem finalizando e apagando o altruísmo humano.

Refletindo sobre isso, caímos na questão da educação, que na maioria esmagadora já é para perpetuar essa lógica egoísta, como bem escreveu Paulo Freire, a educação bancária, onde se “deposita” algo em um recipiente (vazio?), onde algo generalizado é dado como educação (moldes prontos?). Porque, não se ensina como funciona o Estado, o Sistema Financeiro, as Instituições Religiosas? Porque não se ensina o que significa a Democracia Direta e outras formas fantasiadas de poder do povo? Se for pra se perguntar o porquê de não se ensinar o que faria a devida diferença, estaríamos nós aqui apenas numa infinita reflexão lamentosa, o que por hora é somente a alternativa...


Os “superiores” dizem que nada disso é importante, pois a grande maioria é apenas a “massa de manobra”. Manobra essa que serve para criar o luxo dos poucos e a miséria dos muitos. Que serve para destacar a Superioridade. Gados no pasto, marcados, fazem coro com o superior, de inferiorizados, querem ser superiores, de oprimidos querem ser opressores. Não poderia ser diferente, o medo internalizado é a arma essencial dos senhores do destino, não existe nada pior do que o medo. Como dizem os sábios, em oposição ao amor, não esta o ódio, mas sim o medo. E essa arma é letal, todos temos medo de perder nossos afetos, de prejudica-los por uma atitude que se confronta com os dominadores. Todos tem medo da cicuta, em nível pessoal, antes do coletivo. 

Pessoalmente, tenho o seguinte dilema: como posso subjulgar e manobrar com os outros? Caso contrário, serei manobrado e subjulgado pelos outros! Claro que nos dois movimentos se equilibramos ninguém é soberano totalmente e nem escravo completamente. Mas como posso ir contra o que sinto e o que acredito, enquanto convívio social? Decidir é poder, e este meu poder acarretará muito em meus afetos, em seres que a mim ainda se prendem. 

Dependendo da decisão serei julgado com inconsequente e irresponsável. Alias, nada mais comum, pois quem julga quer que o outro seja como ele é. E por se tratar de ser comum, um erro salutar, pois cada um tem um caminho diferente, é como diz o sábio, cada um pensa a partir de onde os pés pisam. Quer dizer, dentro da luta de classe imperante (alimentadas pelas elites dominadoras), isso ainda mecanicamente, uma classe não sabe o que é bom pra outra. Cada uma vai entender e julgar apenas o lado que lhe compete. Se partirmos para o lado pessoal de cada individuo, teríamos também a grande diferença da criação familiar, a estrutura na infância, as perspectivas incutidas, enfim, algo muito mais complexo do que a simples projeção da sombra psíquica.

Quem estiver lendo essas reflexões perturbantes, dirá que a prolixidade é tamanha, que só existem lamentações. O que de fato o é! Porem diz que se não lamentar, se não questionar, refletir, criticar tudo isso o que nos mata, não poderíamos nós pensar em algo que de fato seja uma SOLUÇÃO. Que como marionetes, folhas ao vento, não podemos fazer mais. Até a constituição de associações, de sociedade organizada, tem la suas dificuldades, barradas em interesses de uns ou outros que entram somente para fins pessoais.

As classes sem privilégios, não podem ser altruístas, sem comida, sem energia, sem dinheiro que pague o viver social. E nessas classes que se encontrar o que resta desse altruísmo renegado e massacrado pelas elites dominantes, que escrevem a história. Somente a classe inferiorizada tem a necessidade de apoio mutua (o que nas classes abastadas são requisitos essenciais, automáticos), poderia dar um novo rumo de fato transformador, mas como o medo de não sustentar o lar, e suprir o preço da vida em sociedade, dita sapiente, inviabiliza toda processo de mudança, e por isso, tudo é tão difícil para atuar de fato em alguma solução transformadora. O que sobra mesmo e por hora, apenas a lamentação e a conscientização da situação dominada da qual vivemos. Como os gados no pasto, como as marionetes e folhas ao vento.

Não adianta dizer que não existe classes, enquanto 20% da população mundial vive com 80% dos recursos naturais, dos benesses da dita sociedade sapiente, os outros 80% da população vivem com a raspa do tacho, com o restante dos 20%, esses ainda comparados a migalhas. Sofistas de plantão farão de tudo para perpetuar essa insanidade da não divisão das classes sociais. Como que se subestimassem a simples observação, os simples dados empíricos em questão. Basta sair dos centros, e verá que as marginais, as periferias são imensamente desproporcionais aos núcleos sapientes, aos núcleos “mágicos e divinos”.

Mas voltando na questão principal, e como diz a canção: “de barriga vazia não consigo dormi, e com o bucho mais cheio comecei a pensar, que eu me organizando posso desorganizar”. E nisso, se quem deve mudar, alias, se de onde deve partir a mudança necessária, tudo é movido pela ignorância, pela cultura da banalização, da mediocridade, como ração para os gados, dignos de massa de manobra. Sem pensar, apenas procurar o que comer, e mesmo ainda sim não quer pensar em “desorganizar”, porque não se organizam, o medo é maior do que a organização da massa, das classes. Se não for das classes inferiorizadas a mudança necessária, não será das classes dominantes que virá tal mudança, é como diz uma frase clichê do Tolstoi que é divulgada pela rede: “os ricos farão de tudo pelos pobres, menos descer de suas costas”.

E nesse renitente e insistente perturbação que me assola, depois de muito refletir nas experiências das ações que me competiram, desde o inicio de minha consciência enquanto ser social, cheguei a momentânea conclusão do compartilhar. Não pelo niilismo simples das palavras ao vento, mas sim para daí partir uma organização. Algo que una os ideias e sentimentos novos que nascem das necessidades que se estendem pelo tempo. Muitos já estão avançados e em pleno funcionamento, movimentos sociais, sociedades organizadas, etc. Talvez, algo possa germinar de simples palavras vazias, pois a boca (os dedos no teclados), fala do que o coração esta cheio, e das palavras e ideias que delas propagam, possa nascer a grande ação necessária. Não digo de passeatas, nem tão pouco mobilização sem intuito, algo subjetivo, mas sim das que tem objetivo concreto, greves pacificas ou não, algo que demonstre de fato a indignação da maioria, e não essa coisinha de ficar gritando contra corrupção, mais saúde e educação, como que se só gritar isso seria motivo de “se” dizer “politizado”... Gritos de “guerra” esses que são motivos de sarro dos que dominam. 

Portanto, que algo seja efetivo, que da próxima vez que o gigante acordar, alias nem acordou (onde as periferias nunca dormem e dormiram), apenas entrou em estado de sonambulismo induzido por interesses político-partidários, onde a classe média legitima massa de manobra saiu as ruas, mas que seja para acordar de fato e reinar, pois o povo unido é a maioria, e ai esta a força.

A cooperação deve equivaler à competição, o altruísmo ao egoísmo. Eis ai o principal fator, esse em nível de consciência pessoal, onde acontece a primeira e verdadeira revolução, a nível molecular, que só assim fará a diferença em exercer a força imanente e iminente do ser humano.

LRCP. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

DEUS SEGUNDO SPINOZA


DEUS SEGUNDO SPINOZA

Pára de ficar rezando e batendo o peito!
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim.
Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.
Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada,
terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias
teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui,
que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.

A culpa é minha e coloco em quem eu quiser

A culpa é minha e coloco em quem eu quiser!

Como pode a culpa ser posta em qualquer coisa que não no seu dono?
Como pode dissimular, simular e ocultar de si mesmo o que não tem como?
Como pode escolher o que é certo e errado dentro do tombo que tomo?
Como pode colocar as consequências na mão do empregado e mordomo?
Poxa vida... Como pode? Tudo é tão simples de se resolver!
É só pegar e dar o sacode! Mas prefere o termo “esconder”.
Prefere camuflar o bode! Por no orifício alheio que vem absorver!
Daí que tudo vai e explode! No fundo parece que quer corroer!
Como ácido, parece que esse é o único intuito, quer que o preto seja branco!
Desmerece toda ajuda de quem de fato tem que ajudar, de quem é franco!
Não sabe balancear os fatores resultantes do problema grave em solavanco!
Vai pro tranco e barranco, dane-se se parece só que é um saltimbanco! 
O importante é jogar nos outros, que também são culpados!
É dizer e perverter que sempre esta certo e o outro sempre errado!
É não olhar para o próprio rabo, e ainda camuflar pro amado!
Que vive amando e acreditando não ser possível tanto fato dissimulado!
LRCP

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A culpa é sempre minha


A culpa é sempre minha!

 
Cansei de conversar com os mudos, que tem na boca o alívio!
Cansei de mostrar para os cegos, que tem os olhos bem vivos!
Cansei de falar para os surdos, que tapam os ouvidos!
Cansei de se preocupar com os objetivos. São os muros do Destino!

Falam de amor, liberdade, de justiça e ação!
E acrescentam mais um tijolo no muro, “evolução”?!
Sanidade é a loucura, a bem aventurança é a maldição!
Se for o que é, de Ser o que é, se prepare para o paredão!

Seja fuzilado, julgado, negociado, taxado e mal pago,
Seja usurpado, vendido e desclassificado, vencido injustiçado!
Mal agradecido, indignado, revoltado, o nó na garganta gritado!
Na cruz pregado, capado e recapado, sangrado e ressangrado, grato!

Deixa a vida levar, que eu vou levando a Vida,
Busco o Caminho dando passos, pé atrás de pé, Cristaliza!
Sozinho não é nada, e nem quero ser mais que isso, imagina!
Mas não esqueçam que estive aberto para a aliança que brilha!

 
Leonardo RCP

domingo, 4 de agosto de 2013

Teste de animosidade


Teste de animosidade!


Não da pra entender, a má vontade do menino,
Que quer aparecer, achando é o tal bonito,
Status por merecer, ganha só no grito,
Na pancada amolecer, sendo do outro o vacilo!

Aproveita da boa vontade, chama de bobo, taxativo,
Mas num faz nem metade, do bem que tenho cativo!
Vive da maldade, do boato de achar que sabe e tem motivo,
Pra julgar com lealdade, tolo, idiota, quase nocivo!
Esperar de alguém o que não é, chama-se hipocrisia,
Vive e divulga só a própria Fé, como certa ideologia,
Quer matar, pegar no pé, cobrar com muita demagogia,
Onde no fundo é um Zé Mané, levado pela onda repentina!

Não sabe respeitar, não sabe como lidar,
Com os opostos a se completar, inteirar!
Não existe certo ou errado, só o complementar!
Se justo ao Julgar, ao perpetuar o que quer pregar!

Tudo flui ao relacionar, seja o ponto de mudança,
O que quer no mundo, gritar, agir com esperança,
Progredir ao relatar, nas possíveis alianças,
Mais e mais agregar, onde deixa de ser a Criança!

Que só quer dos outros! Endossando o hall dos loucos,
Nocivos aos enrosco, que fazem o que querem, toscos,
Potenciais em abortos, antes do tempo o desgosto,
Ainda sim, só pipoco! Mas espera sua vez seu escroto!

Fugir da Justiça é o mesmo que dizer-se culpado!
Tem medo de dialogar, apontando o que foi pesado!
Nesta balança os fatos, a realidade do perpetuado!
Não sabe conversar, quer tudo acabar, to quase preparado!

A brutalidade é a chance de provar a incompetência,
Nunca pensei que fosse chegar em tal consequência!
Pensava que se resolveria na conversa, que inocência,
Fugir, ignorar, seria o ideal, mas o contrário diz a consciência!
Tenho o que perder, mas algo diz que a espada tem que descer!
Assim percorrer, o que dever ser feito do resto do proceder!
Algo tem que apreender, pois tudo isso é teste para crescer!
Problemático ao dizer, mas na hora de agir, é pra foder!

Quando a passividade diz, algo maior se contradiz,
Bem debaixo do nariz, os otários julgam por um triz,
Bando de imbecis! Condiz com a base de garotos juvenis,
Inveja de infeliz, meretriz, no fundo ninguém é Juiz!  

Leonardo RCP