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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Labuta

Labuta

Nas linhas do tempo, suas setas e o momento,
Avistando lembranças turvas das andanças,
Mas fica clara a esperança diante as alianças,
E o sentimento na imaginação ao firmamento.

Entusiasmado, mas perde o interesse.
Entediado, senso comum que apetece.
Desnorteado, diante a banal benesse.
Equalizado, baixas vibrações em prece.

Das escritas do pobre roto,
Sinais se ocultam aos escrotos,
Acha que é o máximo, louco!
Vibra em massa como o esgoto,
Águas paradas, podres, um lodo!

Não restam escolhas, o tempo passa, o tempo voa,
Ficar na encolha, no pianinho como uma garoa,
Muitos são os desafios, muitas as quadraturas,
Desenrolando os fios, na discrição e aleluias.

Encontrando o significado da verdadeira luta,
O trabalho é interno, não existe disputa,
Mundo gira no seu tempo, cada um tem sua labuta,
Aqui se faz, aqui se paga, então não julga!

LRCP

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