Powered By Blogger

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Padrão

Padrão

O que compõe a disputa?
Interesses próprios em luta?
Cada ocasião é uma labuta,
Injusta, de tanta verdade oculta!?

Um fato deve prevalecer orquestrado!
Tudo tende a parecer normalizado,
Distúrbios e disfonia, mesmo errado,
Trocado com o certo na propaganda pelo fato!

Toma lá, da cá, foi roubado mais ia roubar!
Pouco importa as armas que vai usar,
Mesmo a legislação vai deixar, se utilizar,
Pelos meios que não justificam o conquistar!

As forças das influências, dos conhecimentos,
A amplitude das consciências, dos condicionamentos,
Valores sem as essências e seus desdobramentos,
Negam o Ser pelas aparências, perpetuando no firmamento!

O que se leva, se não a competição?
Um individualismo como centro padrão?
Perca de sentidos para a cooperação,
Para a conexão da Vida e sua bênção?

Desconexo e balançado, muito bem armado!
Se entrega consolado, produto do meio vitimado!
Oprimido descartado, vai oprimir padronizado,
Muito mal educado, sem acesso desmeritocratizado!

É só esse o caminho, sem sentido sozinho!
Destruição é alívio, vingança o suplício,
Sem autonomia no hino, egoísta mesquinho,
Faz o Destino, sem inocência de menino!

Ainda resta esperança, o Sol pode nascer!
Possibilidades na balança, justo proceder,
Resiliente na andança, em busca do Ser!
Fortalecendo as alianças sem se corromper!

Tocando pra frente e avante,
O tempo não para, é constante!
Objetivando o sentido pulsante,
Do potencial e o Sol flamejante!

LRCP

sábado, 15 de novembro de 2014

Sentenças

Sentenças.

A luta esta ficando mais densa!
Exigindo cada vez mais presença,
Dos que no front sentem a sentença,
Onde o pé pisa e cada cabeça pensa!

Sem os acordos de paz, todos dizem-se racionais!
O 'h'omem é capaz de promover a guerra mais e mais!
Em nome do que jaz, do que sangrou os ancestrais!
Divinizam bens materiais, satanizam os Espirituais!

A única ditadura é da ignorância!
Tantas asneiras, tantas ânsias,
Náuseas de tanta petulância,
Do gosto do ódio em abundância!

Convoque seu Buda disse o poeta!
Disse também o sábio asceta,
Que encontrou o Sol no tempo e sua seta!
Mas ainda preferem a invocação da Moeda!

Valorizam conforme seus interesses,
Fantasiam as frases e seus dizeres,
Deletam a história e seus poderes,
De ensinamento aos nossos prazeres!

A batalha sempre parece ser a final,
Mesmo que seja essencial.
Estamos na ponta da sucursal,
Rumando pra Casa-Comum e tal!

Cada sentença é decisiva, cada ato ficará marcado!
Cada golpe é definitivo, construido e trilhado!
Seja o que for, não pode ficar parado, estagnado!
Use a balança e a espada e será intocado, imaculado!

Guerreiro do conhecimento, enfrenta o Medo,
A Cegueira de tanta luz, em dogma do credo,
Depois o Poder, duro feito o potente rochedo,
Por fim a Velhice, e seu infinito segredo!

Não será fácil, por isso a persistência,
Muitos golpes e ataques, ai a resistência,
Sendo inevitável a força da santa resiliência!
Tudo isso para ascenção espiritual da Consciência!

Só assim poderemos compor a construção!
Onde o próximo está  tocando o coração,
Na convivência, da interrelação, interconexão,
Na compaixão solidariamente em Comunhão!

LRCP

sábado, 8 de novembro de 2014

Pré-potência

Pré-potência

Muito pensa que sabe, homem antes da ponte até o super!
Em sua altidez, pois viu o outro lado, quer correr,
Mas não sai do cooper, vislumbra de longe, doa a quem doer!
Ainda não passam de ratos, que a fibra não param de roer!

Nem das três transformações ainda se fizeram,
Do camelo, o pessadissimo fardo carregam,
Acham-se leões, mas os valores ainda não libertam,
Na criança, a vontade ainda é mundo, nem imaginam!

Até chegam na transvalorização, da extrema racionalidade,
Incluindo ai bons momentos de instinto, de animalidade,
Porque é a moral dos senhores, que faz individualidade,
Indo alem do bem e do mal, onde o forte tem sua finalidade!

O sujeito já tem um que de além do homem, nega a fraqueza,
Mas a dos outros, enquanto em si esbrava tamanha alteza,
Sem escrupulos de querer usar tamanha destreza e beleza.
É belo, só por ser darwinismo observado na selvagem natureza.

Nem se da conta de que faz o que tanto critica,
Pratica o niilismo passivo, onde o diferente petrifica,
Se ativo fosse, não se preocuparia com o que cruscifica!
A fraqueza do outro, do "tu deves", que nos mistifica!

Eclodi o dionisico em tamanha vontade de poder,
Porém, na virtude de autorealizar-se se esconder,
Tentar a todo custo esbravejar que assim é proceder,
No super-homem idealizado de tanto roer e só querer...

Assim cada individuo é só parte, eis ai a vontade de potência,
Constroi caminhos, pavimenta as pontes, inaugura consciência,
Eterno retorno até conquistar o agir em seu peso em evidência!
Acatando e aceitando que em si é, amor fati em procedência!

LRCP

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Reluzente

Reluzente

Solitário, caminhante que faz caminho!
Solidário, assaltante de todo Destino!
Revolucionário, de si mesmo sozinho!
Visionário, nova mente e coração no ninho!

Começando pelo singular!
Fazendo-se parte salutar!
Conetado ao Todo estar,
Poeira cósmica e estelar!

Inaugurando o que sempre esteve!
Reconquistando o que procede!
Arquitetando o SOL que ascende,
Brilhando ao tempo, reluzente!

Enquanto todos seguem dogmas e padrões,
Outros os fazem sem nenhuma das ilusões,
Incandescendo as estrelas nas constelações,
Tocando profundo nas mentes e nos corações!

Por si só se faz nos elos vibracionais!
Conetados, incomensuráveis e descomunais!
Como o desejo mimético dos ancestrais,
Não só a violência, mas na cooperação da PAZ!

Com tons deveras proféticos,
Dos campos morfogenéticos,
Sinérgico nos atos energéticos,
Dialético com todos os éticos!

Assim vai indo, deixando todo rastro do cometa,
Na revolução do caminho, sem destino, no gameta!
Anunciando o SOL do SER aos quatro ventos na gazeta,
Serpenteando das cinzas do vermelho à coroa violeta!

LRCP


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Neo "gente de bem"...

Neo "gente de bem"...

Todo o ódio é pouco, sou lúcido e você louco,
Pela sua miséria de vagabundo te exploro,
Escolheu errado, escolheu o lodo, no esgoto,
Sou melhor, superior, mereço mais que o roto!

Sou trabalhador 'ganho' com amor, muito suor,
Assim como for, essa luta de explorado e explorador,
Caminhamos fora do labor, do socialmente construtor,
Compro o que quero, consumo logo sou, sem rancor!

Mereço muito mais, o meu sofrimento é digno de expressão,
O seu não, sem paz fica só como carvão, vagabundo pobrão!
Aceite logo a condição, aceite seu papel de massa padrão,
Ignorante não tem dever de escolher, não! Merece resignação!

Sua miséria é sua própria culpa, aprenda a pescar sozinho!
Sua exigência só tumultua e assusta, resigna-se ao destino,
De pobre, explorado, dominado, manipulado e de bovino!
A classe superior deve compor a democracia, direito divino!

Vamos dividir o país, os do bem e os do mal!
Separar os nortistas de nós do sul Celestial,
Somos seus donos e seus deus, seu animal!
Daremos golpes e manipularemos até o final!

LRCP

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Costa Larga

Costa Larga

Mais uma vez a culpa é sempre do outro!
Coloca em quem quiser, com bom gosto!
Tira de si toda resposabilidade do encosto,
Que cria em si mesmo, mas que fica solto!

Empregna no Espírito, na alma, no corpo!
Tudo convem com tal dissimulação no lodo,
Um limbo pegajoso, pesado, no fundo do poço!
Faz jus ao carinhoso apelido de espirito de porco!

O bom disso tudo é que o Outro tem costas largas!
Guerreiro do Conhecimento que sabe usar as armas,
Deixa o peso em seus ombros escorrem em lagrimas,
Livrando e sossegando o dissimulado das navalhas!

Só aguardo agora o boicote, a verdade oculta com seu corte,
Sendo bucha de canhão, suporte, sempre para o lhe importe,
Enquanto não vem a morte, o sonho, do pesadelo em recorte,
Brinca e conta com toda sorte, não perdendo o rumo do Norte!

LRCP

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O centro do universo

O centro do universo

Tudo é muito difícil com a petulância do individualismo,
Que não se pode confundir com individualidade, sem “ismo”.
Laços são feitos por dois motivos, um pelo simples egoísmo,
E outros, muito mais consistentes e transformadores, pelo altruísmo!

A diferença é clara! Os dois buscam interesses, próprios ou comuns!
Mas não são separados, são em equilíbrio dinâmico, mas só para alguns.
Quem radicaliza ao extremo dos opostos, vive dos insensíveis desjejuns,
Fragmentando a unidade da diversidade, desconectando dos outros e mais alguns.

Se colocar no lugar do outro, como dito da compaixão,
A cordialidade é o nicho primordial da cooperação,
Indo além da competição supervalorizada pela razão,
Escutando, com sensibilidade apurada, os apelos do coração!

Mas também, não pode cegar a ação pelo sentimentalismo dos interesses,
Só dizendo amém, dogmaticamente em prol do grupo que te dá benesses,
Injusto com alguém, que não tenha a mesma ‘expressão’ de seus dizeres.
É um Zé Ninguém, que é galinha condicionada sobre a águia de seus poderes!     

De tanta convicção, certeza e verdade, são extremamente moralizantes!
Foram condicionadas, criadas e domesticadas, em si, realidades distantes!           
Virtualidades projetadas em caminhos mesquinhos, deveras alienantes!
Não se organizam além da vontade imposta, da verdade oculta dos ‘dominantes’!

Enquanto isso, “tudo sempre foi assim por aqui”,
Tudo continuará e nada vai mudar, nada vai evoluir,
Fica fácil da latente vontade imposta de persistir,
Agregando poder aos que nos dominam, sem resistir!

O importante é agradecer a migalha, como milagre do subsistir!
Um bom emprego, que pague, não que trabalhe, para garantir,
A comida na mesa, as contas pagas, atrasadas, o mínimo nutrir!
Porém, algo no amago da alma diz que não esta certo, e algo estar porvir!

Algo que nos ligue, religue, conecte e reconecte aos traços da existência,
Com rico sentido e amplo significado, na interpretação relacional da convivência,
Honrando a diversidade de expressão que dá riqueza a sociedade em procedência!
Ampliando e fortificando laços que construam e transformem a Consciência!

Por isso, revemos e analisemos os rumos do que escolhemos,
Como dizem os mais antigos, que plantamos e colhemos, recolhemos,
Novas mentes e corações, alcançaremos? Depende do que vemos,
E temos como experiência de que conviveremos em Paz, e que sobreviveremos!

A voracidade é tamanha que até pra extinção tudo aponta,
Agora é a hora pra despertarmos desse jogo de barata tonta,
No pensamento sistêmico, na visão ecológica em realidade se monta,
Na visão holística, onde o individualista mesquinho não se encontra!

Por isso devemos refletir por onde anda despontando nossa singularidade,
Como vamos escrevendo a história da Vida que condiciona toda sociedade.
De que postura vale mais a convivência, dentro de uma ética da responsabilidade,
Com mais segurança e liberdade, ou a competição do mercado e sua virtualidade?

Caminhos são esses, ao extremo de cada ponto justaposto,
Temos o tamanho do fundamentalismo e tanto desgosto,
Pesemos a balança na fraternidade universal com gosto,
Sem mascaras, com profundidade, com o vento no rosto!                                       

Tudo acontece quando todos querem, diz o ditado,
Sem problema se prefere o extremo de si, o intocado,
Mas não reclame do tecido social que foi condicionado,
Pelo nosso ato, enquanto parte do todo, interconectado!                                        

Mas por hora, tudo continua como de costume,
A união demora, como a decomposição do estrume,
De dentro pra fora, de baixo pra cima, tudo se aprume,
Aos poucos aflora, toda potencia que ainda nos Une!

LRCP