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domingo, 15 de julho de 2018

Os impostores

Os impostores

Olha só! O anticorrupto que é estelionatário!
Não olha no espelho, vê tudo dividido, binário!
Acha que seu caminho é exemplo para o retardatário,
É o tico com o teco brigando em sua mente, otário!
Inocente assim viaja, os desonestos são o contrário!

Militam pela mentira descarada!
No mimimi relativista na sua cara,
Argumentos pessoais mais nada,
O maldoso que tanto avacalha,
Conhece bem o poder da palavra!

Invertem os valores, utiliza com louvores,
Atores, dos trabalhadores são exploradores,
Sonegadores, dos pobres são os predadores,
Tubarões ferozes e espertões nos bastidores,
Se dizem 'gente de bem' mais são os impostores!

Só querem o bem comum que for do grupo de interesses!
Fazem caras e bocas, falsário, maioria dos dizeres,
Se escondem na falsa moral, bons costumes e prezeres!
Duas ou uma: inocente ou desonesto com os deveres,
Negam fatos, estampados descarados, tudo maldizeres!

Mau-caratista militante o tal dono da pós-verdade!
Não pesquisa, não pensa, só projeção da obscuridade,
Acusando os inimigos do que são em sua profundidade,
Senso comum da opinião pública decreta a disparidade,
Unanimes as conspirações e golpes, a barbaridade!

LRCP

terça-feira, 26 de junho de 2018

Tá pago

Tá pago

No dia após o outro dia,
Seu Zé levanta com alegria,
Faz seu trabalho com maestria,
Conhecendo sua valentia,
Que diz vir de Deus, Jesus e Maria.

Um dia após o outro uma vitória,
O pão para hoje se garantiu na trajetória,
Com amanhã sem saber da história,
Se tem teto e comida, só a palmatória,
Da luta pela dignidade ilusória!

Disse que caneta de pobre é a enxada!
Pois se tira tudo, mas não a alma,
Que é vendida, pela maioria, condicionada,
Fruto da sociedade escravagista idealizada,
Onde o pobre deve ser carvão na fornalha!

O objeto sendo mais valioso do que o sujeito!
As coisas tem mais valor do o coração no peito,
Assim muitos se dizem sendo "certo e por direito",
Onde o submisso ajoelha e reza para não ser suspeito,
Como ovelha e gado no pasto, obediente e satisfeito!

Muitos se acham donos do que pagam!
Não são donos nem das ladainhas que falam,
Odio, egoismo, auto-ilusão, feitichismo só propagam!
Com os próprios sapatos regulam, e não se enquadram,
Fazendo o bem olhando a quem lhes interessaram!

LRCP

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Neoliberaleco

Neoliberaleco

No antigo conto de fada da meritocracia,
Acreditando que rico qualquer um ficaria,
Através da vontade pura como uma magia,
Ressuscitando esse limbo em covardia,
Os maus-caratistas desonestos com a mentira,

Aparece o neoliberaleco, dizendo do livre-mercado,
Da mão invisível que autorregula o que é explorado,
Do que é humano e vira lucro, para um ser isolado,
Que acumula, enquanto cria pobres aos punhados,
Dizendo de igual oportunidade como um retardado.

O pé que pisa faz a cabeça que pensa, experiencias!
Só pode,  para defender privilégios capengas,
O pior é que nem riqueza e capital concentra,
Acha que é o magnata, da classe media que acena,
Se fazendo cheio de moral no que subjuga e comenta.

Não aguenta um dia só de arroz e feijão,
Um mês com um salario e meio na mão,
Energia, aluguel, comida e mais rojão!
No bico da informalidade dizem que sairão,
Com investimentos na bolsa de especulação!

"O homem que ficou rico vendendo bala",
Titulo velho, que parece novo conto de fada,
Raras exceções viram desculpas esfarrapadas,
Pessoas que foram ajudadas e privilegiadas,
Interesses que assim ficam gravados na alma!

LRCP

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Falso moralista

Falso moralista

La vem o paladino da justiça,
Viu a si mesmo com malicia,
Projetou-se na moral postiça,
A sombra que se atiça,
A pós-verdade facil enfeitiça...

Com o teto de vidro atira varias pedras,
Precisa se auto-afirmar com muita pressa,
Criminoso só se for pobre que atravessa,
Os erros e mentiras jamais confessa,
Falso moralista que ainda se estressa.

Tem como justificativa as proprias experiências,
Condicionadas, que infelizmente miram evidências,
Mas cada caminho é um caminho, muitas consciências!
Cada um sabe de si e suas competencias,
Julgar o proximo e não a si é ainda o que dá audiencia!

Os urubus ficam encima rodeando,
Tambem querem ir se projetando,
Dizendo-se do bem, mas vão se enganando,
Auto-sabotagem no amém insano,
Mentiroso, desonesto e tacanho!

É laranja de sonegador, apoia estelionatarios,
Quer ganhar encima dos outros retardatários,
Se aproveita dos coitados, é um falsário,
Impostor e mau amado, um reacionário!
Quer pagar de gente boa, mais é um sectário!

LRCP

sábado, 7 de abril de 2018

Ovelha

Ovelha

Massas manobradas, inconsciencias semeadas,
Inocentes almas rifadas e manipuladas,
Fazem barulho como atormetadas, assombradas!
Em si mesmas recalcadas, sombras projetadas!
O cão morde a mão que afaga e não sabe nada!

A repetição do discurso dos bandidos!
O senso comum, mentiras nos ouvidos,
Formando pós-verdades e fazendo caminhos,
Sem volta, de revolta como um hino,
Ou deitar em breço esplendido, como menino!?

O instrumento da própria destruição,
Um povo inconsciente de sua libertação,
Sem consciencia de classe não é cidadão,
É consumidor que acredita em enganação,
Bastando ter, do que Ser em individuação!

Se dizem donos das morais e bons costumes,
Os proprios habitos são dejetos, estrumes,
São corruptos e enganadores buscando o cume,
Se dizendo da luz e não enxerga o pretume,
Que é de si mesmo e ao redor, não se assume!

A jogada esta feita, não tem mais volta!
Agora tudo indica a intenção de uma revolta!
Com o rebanho feliz e ao lado a ovelha morta!
Lobo e a presa, de que nenhuma se importa,
Se o rebento da liberade, da patria-mãe aborta!

LRCP

quinta-feira, 1 de março de 2018

O que fica

O que fica

De tantas mentiras, essa verdade não queria acreditar!
Descansar perpetuamente em paz e a Luz Divina guiar!
Dos caminhos terrenos liberto, mas quem fica vai lutar!
De tudo que ensinou, como exemplo, muito a praticar!
No voou da Águia, o Espirito volta ao seu lugar!

Bem que dizem para valorizarmos o agora,
Depois que o gás sobe, só fica quem chora,
Quem se lamenta pela vaidade que adora,
De levar tudo a ferro e fogo na degola,
Esquecendo que tudo é passageiro e sem demora!

Dessa vida não se leva nada,
Se deixa um legado, uma palavra,
Um gesto de amor, uma patada!
Ensinamentos que ficam na alma,
Se assimilados ou não deixa lavada!

Nada acontece por acaso, se foi assim que ficou!
Muito já era alertado, mas o surdo não escutou,
Era tudo muito claro, mas o vaidoso ignorou,
Sendo previsível a conjuntura de que se criou,
O cenário ficou armado, para quem não se culpou!

Por isso não existe mais culpados e inocentes,
Todos tem sua parcela nesse Todo incandescente,
Do que já era previsto, em profecia latente,
O estrondo do trovão na tempestade consequente!
E agora o que fica são só as intenções realmente!

LRCP

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mais do mesmo

Mais do mesmo

Quem não reconhece o labor do outro,
Quem quer muito para si e acha pouco,
Quem se acha acima de todos enroscos,
Quem desconsidera e desqualifica como louco,
No fundo é o mais do mesmo, um falso e vaidoso!

Até ai tudo bem, é a inocência que se mantem,
Todos tem a escolha de melhorar a si, ir além!
Quando consciente o desdem, pela nota de cem,
A história é outra, mas finge com o mentiroso ámen,
Dizendo-se grato, no seu pulo do gato que convém!

Com a vida propria o que era semente já cresceu!
Com os cuidados devidos, se ergueu e floresceu,
Já é realidade, da pratica sem teoria que viveu!
Pois o que se faz antes do que se fala é só o que valeu,
No que fica e pode ser, não se sabe, numa dessa até morreu!

Não pela falta de cuidado ou desistencia do provedor,
Mas pelo destino natural que se pavimentou com ardor,
Das entrelinhas camufladas, dos conchavos como ator,
Fingimentos, acenos, caras e bocas, sempre o mesmo topor!
Que ficou ignorado, recalcado acreditado ser invento da dor!

Mas o tempo é rei e tira todas as mascaras do fingimento,
Provou o que a imaginação dizia, em todo seu tormento!
Portanto não houve do que desistir, só chegou o Intento,
Diz que quando a ida não é boa a volta não presta, fica atento!
Então dos caminhos vale só saber se tem coração, como alento!

LRCP