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sábado, 21 de dezembro de 2013

Não lamente!

Não lamente!

Sua ajuda é condicionada pelos seus interesses?
Sua santidade e candura são compensadas por esses?
Vive auto proclamando os títulos, espalha tais dizeres?
A mão que ajuda é mais efetiva que todas suas preces!

Esconder atrás de pretextos a real intenção,
Jogar sujo compensa pra quem joga no chão,
Toda obra que quebre a tua sagrada ilusão,
Onde fica definido tudo que é da podridão!

Escassez de caráter é virtude e qualidade!
Valores invertidos para legitimar a maldade!
Para sacralizar o egoísmo, a individualidade!
Onde o mais forte faz a Verdade Oculta em realidade!

Se a verdade não existe é porque a mentira impera!
Onde do contrário, incisivo, o falso se dilacera,
Fazendo e acontecendo achando que assim prospera,
Santificando-se, mas satanizando o outro como quimera!

Quer do outro o que não tem!
Quer do agora o que é do além!
Quer um deus, na nota de cem!
Quer o mundo seu refém!?

Assim sempre vai encontrar a resistência!
Uma guerra que declarou na própria consciência,
Onde o mundo é errado e você a santa Existência,
E se tem medo da Verdade, como pode dizer da Excelência?  

Justa medida é necessária para tal procedência,
Cuidado essencial é requisito para convivência,
Ética da responsabilidade, principio de decência,
Amor incondicional para prosperar em Essência!

A família só funciona quando ninguém é mais do que ninguém!
Enquanto um for mais importante que o outro, só prevalece o desdém!
Onde o orgulho e a vaidade coabitam escravizando o Amém!
A comunhão em prosperidade que aniquilada pelo egoísta, se abstém!

Por isso, não aponte seu dedo para mim!
Enquanto isso constrói o seu próprio fim,
Se afogando na bebida do botequim,
Querendo justificar a seca de seu Jardim!

Comprovei por experimentar: que tudo muda quando todos querem!
Não quer, algo vai inventar: de que os outros culpados que exagerem!
Só assim para vivenciar: dando o braço a torce para que cooperem!
Mas de fato vão arrancar: o braço dos outros para que se proliferem!

Então a questão fica clara, onde o interesse escondido motiva!
Toda a vivência, com as caras e bocas falseadas que se aplica,
Na transferência da culpa para dar felicidade corrompida,
Mas que cobra um preço alto, para os distanciamentos dessa Vida!

Mas infelizmente,  ainda quem paga é o Justo, que caminha Reto!
Sem influência, sem apoio no ideal da construção sublime do Arquiteto,
Ainda dão o significado maniqueísta, justificando simples letras do alfabeto!
Crucificando quem não aceita a mentira como verdade da agenda, do Projeto!

Se fosse mais claro em nas intenções, tudo seria diferente,
Teríamos mais confiança e tudo seria muito mais contundente,
Onde a prosperidade reinaria original, simples e naturalmente,
Enquanto isso resta só o que se lamente, infinitamente renitente...

LRCP 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Reclamar

Reclamar!

Ta tudo muito bem, ta tudo muito bom,
É só dizer amém, e se esquecer do Dom,
Quando tudo se tem, essa é a melodia e o tom,
Estando nem aí pra ninguém em auto e bom som!

Acha que os mesmos sapatos são para todos os pés,
Que é culpa da escória marginalizada e que são os manes,
Só a força de produção é que interessa nesse aglomerado de Josés,
E as Marias subalternas sustentando as bases dessas ralés...

Daí vem e dizem; não reclame, pois poderia ser pior,
Só se for pra quem não precisa, pois já está muito melhor,
Acomodado e sufocado pelos hábitos de um “”sábio benfeitor””,
Que vive o que “”deus deu””, e por conquistas de que é um “lutador”...

Esquecem que as oportunidades são variadas, multidiversificadas,
Esquecem que as possibilidades são orquestradas, para as massas,
Esquecem que as responsabilidades são falsificadas pelas classes abastadas,
E esquecem que a dignidade deve ser RECLAMADA e nunca recalcada!!!

Leonardo RCP

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Inevitável Caminho do Coração

Inevitável Caminho do Coração

Uma vida conduzida pela maré, levada ao vento!
Dito de responsabilidade e fé, seguindo o momento,
Cada ato, cada fato, assim é, sem arrependimento,
Mais um ninguém, mas um Zé, só no lamento!

Não é só da coragem que se trata!
Largar tudo e conduzir a fragata!
É algo maior, que a prisão retrata,
De ser escravo da escolha que mata!

E ainda o apego, o sentimento enraizado!
Faz sacrificar-se ainda mais pelo amado,
O rebento, a companhia que esta do lado!
Isso é o que dá alento e deixa amparado!

Firme nos sonhos e idéias, conduzindo assim o Destino,
O tempo nunca foi tão determinante para o Menino,
Que enxerga a Vida como um doce mel e místico Hino,
Um altar repleto de sacramentos e vastos signos!

Sozinho já não é mais, carrega o fruto, a síntese da Vida,
Por isso a estratégia se faz muito necessária e assumida,
Não é guardar bens materiais, isso é impossível, feridas!
Mas sim o exato momento, do amadurecimento da Vinha!

O que por enquanto, a dor é o treinamento!
Preso observando a infinitude do espaço-tempo!
Nas brilhantes estrelas do firmamento,
Que desenham o Destino nesse confinamento!

E o coração ansioso vibra, sente a divina harmonia!
Canções dançantes, relações pulsantes em sintonia,
Conexão com a Terra que tudo liga e religa!
Fazendo da diversidade a unidade que muito Significa!

Dando sentido para a sublime existência, repleta de interdependência,
Ampliando e re-conectando a Consciência, indo para a Essência!
A semente germina na audiência dos abutres e suas indecências!
Ritualizam a verdade, ocultam evidências, mas esta escrita, em Providência!

E ainda, dizem amar, onde o ocultar é o aniquilar!
Fazem-se vitimar, da mentira a si própria contar,
E os outros quem vão culpar, pela verdade vendida a recalcar,
Se fosse Amor, não mentiria, libertaria e daria o Sonhar e o Prosperar!

E que tudo Assim Seja!
Diante da mão que peleja,
Na construção do Destino que almeja,
Onde o sincero abraça e beija!

Aceitar o que semeou é o primeiro dos passos concretos!
Depois, não se vender aos materialistas, os falsos arquitetos,
Manter a integridade a custo de sangue anunciada em decreto!
E da Liberdade, da Igualdade nasça a Fraternidade, ao vivo e direto!

Não precisa ser um profeta para entender,
Que uma hora a semente vai florescer,
Não adianta brigar, o Novo sempre vai nascer!
E tudo que escondeu vai roer depois do chão estremecer!


LRCP 

sábado, 9 de novembro de 2013

Valor do preço

Valor do preço

Na sensação de dever cumprido, 
Mais um escravo explorado tem alivio!
Paga meia conta e diz agradecido,
No proximo mês outra metade, decorrido!

Graças ao bom deus, cada um tem o que merece!
O padre, o pastor o líder, disse que assim acontece!
Sem motivo pra estresse, justo é quem se compadece!
Essa é a lógica irracional que tudo apodrece!

Da ignorância nasce o Poder da elite!
Privilégiados que querem além do limite!
Usando do incauto para degrau que admite,
Mas sabem muito bem, que é uma dinamite!

O medo da novidade é outro vilão! 
Acorrenta o acomodado, na Ilusão,
No fim de semana, no descanso padrão,
Com cerveja, churrasco e muita televisão!

Nem imaginam, que o valor-trabalho não tem Preço!
Mas ainda sim, a vida como mercadoria diz progresso,
Que se tentar infinitamente terá grande sucesso,
Ai de vc sair da desilusão, eu já desobedeço! 

Chocando quem não tem coragem, de ir para além da auto-imagem,
Se jogando na auto-sabotagem, negando assim toda aprendizagem,
Todo caminho dessa passagem, que não é passeio, não é miragem,
Saber o que querer é a triagem, além disso é bobagem!

Liberdade de fato! Não a libertinagem de escravizar o fraco!
Igualdade no prato, onde as oportunidade partam do nivelado!
Fraternidade no ato, de cada atitude além do contrato!
Essa é a Vontade, o querer nato, de que tudo seja equalizado! 

Enquanto isso, paguemos as contas com o que não temos,
Alimentemos os parasitas que nós mesmos escolhemos,
No dia a dia que oremos e que nada aprendemos, e ainda devemos!
Chega de extremos! Quando nos revoltaremos, e o poder destruiremos?

LRCP

Confiança

Confiança 

Quando tudo se vai, as oportunidade, sem mais! 
Se segura, se não cai, escolheu foi capaz, 
Então fica, não sai, responsabilidade Rapaz! 
Duplicada, agora é Pai! Como nunca Homem sagaz! 

É pedir muito, exigir sinceridade?  
Na relação mutua, na relacionalidade?  
No equilíbrio de afazeres, na integridade?  
Nos deveres éticos pra prosperidade?  

Onde chegamos sem confiança na parceria?  
Onde chegamos sem a digna Irmandade, família? 
Só ruína pra quem cego acreditaria, 
Nessa falsa posição que te acariciaria... 

Dá com uma mão pra tomar com a outra,
Faz o cenário, para no fim ver a "louca", 
Sempre o outro, nunca assumindo a bronca,
Projetando o vitimismo, saindo da própria boca! 

O destino é incerto, Veremos o que vai virar. 
Ainda mais para quem acredita nos meios a atuar, 
Onde nos fins são justificáveis a conjunturar. 
Maniqueísmo perigoso que tudo pode prejudicar! 

Quer se fazer o dono do destino, mas a culpa não assume!
Se intitula de bom samaritano, mas no fundo só desune,
Parece que pelo rancor, tem no coração um pretume,
Que escurece os passos concretos e que alcançaria o cume!

Não sou vaga lume, e tmb não sou santo,
Que pra baixo ajuda, que te deixa no canto,
Desacreditado pela maldade do feitiço e do pranto,
Que virou contra o feiticeiro e virou encanto!

Agora é a hora da mudança, nascendo ai uma nova esperança,
Estimulando  a andança, de novos paradigmas, novas alianças,
Pesando a balança, sintonizando as frequências para a Dança,
Pesando a confiança, que desperta e rejuvenesce a eterna Criança!

LRCP 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pureza de Coração

Pureza de Coração

A futilidade é a arma da ignorância,
Junto do medo internalizado em operância,
Conduz a superficialidade da intemperança,
Fazendo da Vida algo sem importância!

Gostam da moda, da falsa aparência,
Do status de bosta, em franca decadência,
Os bons frutos poda, negando a essência,
Mentiroso que degola a latente competência!

Esperam a mudança de algo externo,
Escapam da constância do fluxo interno,
Espalham sem catança as pedras do castelo,
Espancam a criança que nega o júri e o martelo!

Nasce para fazer coro com os dominantes!
Capachos, pelegos, julgam reis, lideres importantes!
Mas não passam de carrascos, gente farsante!
Que reajusta, reorganiza e perpetua a mácula imperante!

Dogma e doutrina sejam religiosa e política!
Pratica que subordina, transformando em estatística,
Onde o ser resigna, em espírito e a alma paralítica,
Esperando uma vacina, esperando a mágica catalítica!

Mas isso tudo sem ser a ponto de mutação,
Sem aplicar a força agregada para a Libertação,
Onde a União, a Cooperação, faz a Humanização!
Além do egoísmo extremo dessa moderna escravidão!

A maior ilusão é a certeza! De tua alteza!
Ainda mais se diz livre, com destreza! E muita frieza!
Acomodando-se assim fora da Natureza! Deslocado na braveza!
Desligado, cego de tanta clareza! Porque falta é mais Pureza!

Sendo assim, despertai-vos!
Depois disso, unificai-vos!
Na Humanidade, aprofundai-vos!
E uns aos outros, Amai-vos!



LRCP

quarta-feira, 11 de setembro de 2013