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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Rebanho

Rebanho

Um povo que é escravo do que fala,
Não percebe de onde vem a palavra,
No silêncio de ouro que se cala,
A prata do discurso de ódio e bala,
Instrumento da destruição que valha!

Não pensa, não aceita o diferente!
Bate no peito e se diz consciente,
Binário fundamentalista demente,
Que faz o tico ser prepotente,
e o Teco o tal polivalente!

Gado ou ovelha, todos no pasto!
Pensou diferente eles já tem asco,
Fez refletir e pensar já cai do penhasco,
Apontando todo ódio como um carrasco,
Do bem comum, pouco importa, só o fiasco!

A desumanidade é requisito para o bom moço,
Cospem asneiras em nome da corda no pescoço,
Da própria ignorância, que já chegou no osso!
Da carne dilacerada, na curva do rio o enrosco,
A projeção de si mesmo no candidato tosco!

Nestes tempos de barbárie tudo ficou claro!
Mostrou-se a verdadeira cara do falsário,
Aporofóbico, machista, racista, avaro!
Do próprio umbigo, querem o amparo,
Se perdem no velho odre querendo novo cântaro!

LRCP

domingo, 12 de agosto de 2018

Teorema

Teorema

O tempo vai passando,
Rapidamente voando,
Até ontem você tava olhando,
Alguma verdade inventando,
Outras mais reais avisando!

O que passa fica marcado,
O caminho que vai recordado,
Na saudade forte, famigerado.
Deixou o que deixou falado,
Só dito, nada feito e concretizado.

Só o exemplo do que foi vivido,
Escravo e dono do destino,
Ocultas intenções, um abismo,
Tudo já estava mais que escrito,
A punho próprio do menino!

Inconscientemente que se fez,
Do que era pra ser, pela sensatez,
Do que cada um tem sua vez,
Se bondade ou só malvadez,
Merecido ou não pela estupidez!

É por isso que não vale a pena,
Fazer dessa vida um problema,
A mesquinharia como emblema,
Mais um peça desse sistema,
Que não resolve o próprio teorema!

LRCP

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O necessário

O necessário

Do que se entende de economia,
Muito se esquece da ecologia,
Palavras da mesma epistemologia,
Expressão do 'oikos', da moradia,
Da Casa Comum, que a Paz reinaria!

Reflexo da fraqueza do ser,
Quer muito possuir, só quer ter,
Objetos que só vão prevalecer,
Ambição, egoísmo, se render,
Sendo mais fácil perverter!

A ilusão fortalece com o comodismo!
Status de felicidade é consumismo!
Auto-engano, com ego inflando, abismo!
Precisa se firmar com materialismo,
O necessário é só mais um subjetivismo...

As duvidas e confusões norteiam geral,
O fim da unanimidade é o controle social,
Do poder sobre o povo, inverso paradoxal!
Do povo criando o poder, seria o ideal,
Democracia direta com rumo fraternal!

Não existe calculo que regule a vida!
O espontâneo tem força, se auto-organiza,
Cria, se replica, procria, destrói e recria!
Não tem régua, se não a Ação que movia,
Dependendo de cada um que fez, faz e faria!

LRCP

domingo, 15 de julho de 2018

Os impostores

Os impostores

Olha só! O anticorrupto que é estelionatário!
Não olha no espelho, vê tudo dividido, binário!
Acha que seu caminho é exemplo para o retardatário,
É o tico com o teco brigando em sua mente, otário!
Inocente assim viaja, os desonestos são o contrário!

Militam pela mentira descarada!
No mimimi relativista na sua cara,
Argumentos pessoais mais nada,
O maldoso que tanto avacalha,
Conhece bem o poder da palavra!

Invertem os valores, utiliza com louvores,
Atores, dos trabalhadores são exploradores,
Sonegadores, dos pobres são os predadores,
Tubarões ferozes e espertões nos bastidores,
Se dizem 'gente de bem' mais são os impostores!

Só querem o bem comum que for do grupo de interesses!
Fazem caras e bocas, falsário, maioria dos dizeres,
Se escondem na falsa moral, bons costumes e prezeres!
Duas ou uma: inocente ou desonesto com os deveres,
Negam fatos, estampados descarados, tudo maldizeres!

Mau-caratista militante o tal dono da pós-verdade!
Não pesquisa, não pensa, só projeção da obscuridade,
Acusando os inimigos do que são em sua profundidade,
Senso comum da opinião pública decreta a disparidade,
Unanimes as conspirações e golpes, a barbaridade!

LRCP

terça-feira, 26 de junho de 2018

Tá pago

Tá pago

No dia após o outro dia,
Seu Zé levanta com alegria,
Faz seu trabalho com maestria,
Conhecendo sua valentia,
Que diz vir de Deus, Jesus e Maria.

Um dia após o outro uma vitória,
O pão para hoje se garantiu na trajetória,
Com amanhã sem saber da história,
Se tem teto e comida, só a palmatória,
Da luta pela dignidade ilusória!

Disse que caneta de pobre é a enxada!
Pois se tira tudo, mas não a alma,
Que é vendida, pela maioria, condicionada,
Fruto da sociedade escravagista idealizada,
Onde o pobre deve ser carvão na fornalha!

O objeto sendo mais valioso do que o sujeito!
As coisas tem mais valor do o coração no peito,
Assim muitos se dizem sendo "certo e por direito",
Onde o submisso ajoelha e reza para não ser suspeito,
Como ovelha e gado no pasto, obediente e satisfeito!

Muitos se acham donos do que pagam!
Não são donos nem das ladainhas que falam,
Odio, egoismo, auto-ilusão, feitichismo só propagam!
Com os próprios sapatos regulam, e não se enquadram,
Fazendo o bem olhando a quem lhes interessaram!

LRCP

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Neoliberaleco

Neoliberaleco

No antigo conto de fada da meritocracia,
Acreditando que rico qualquer um ficaria,
Através da vontade pura como uma magia,
Ressuscitando esse limbo em covardia,
Os maus-caratistas desonestos com a mentira,

Aparece o neoliberaleco, dizendo do livre-mercado,
Da mão invisível que autorregula o que é explorado,
Do que é humano e vira lucro, para um ser isolado,
Que acumula, enquanto cria pobres aos punhados,
Dizendo de igual oportunidade como um retardado.

O pé que pisa faz a cabeça que pensa, experiencias!
Só pode,  para defender privilégios capengas,
O pior é que nem riqueza e capital concentra,
Acha que é o magnata, da classe media que acena,
Se fazendo cheio de moral no que subjuga e comenta.

Não aguenta um dia só de arroz e feijão,
Um mês com um salario e meio na mão,
Energia, aluguel, comida e mais rojão!
No bico da informalidade dizem que sairão,
Com investimentos na bolsa de especulação!

"O homem que ficou rico vendendo bala",
Titulo velho, que parece novo conto de fada,
Raras exceções viram desculpas esfarrapadas,
Pessoas que foram ajudadas e privilegiadas,
Interesses que assim ficam gravados na alma!

LRCP

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Falso moralista

Falso moralista

La vem o paladino da justiça,
Viu a si mesmo com malicia,
Projetou-se na moral postiça,
A sombra que se atiça,
A pós-verdade facil enfeitiça...

Com o teto de vidro atira varias pedras,
Precisa se auto-afirmar com muita pressa,
Criminoso só se for pobre que atravessa,
Os erros e mentiras jamais confessa,
Falso moralista que ainda se estressa.

Tem como justificativa as proprias experiências,
Condicionadas, que infelizmente miram evidências,
Mas cada caminho é um caminho, muitas consciências!
Cada um sabe de si e suas competencias,
Julgar o proximo e não a si é ainda o que dá audiencia!

Os urubus ficam encima rodeando,
Tambem querem ir se projetando,
Dizendo-se do bem, mas vão se enganando,
Auto-sabotagem no amém insano,
Mentiroso, desonesto e tacanho!

É laranja de sonegador, apoia estelionatarios,
Quer ganhar encima dos outros retardatários,
Se aproveita dos coitados, é um falsário,
Impostor e mau amado, um reacionário!
Quer pagar de gente boa, mais é um sectário!

LRCP