domingo, 13 de junho de 2021
Massa
sábado, 17 de abril de 2021
Liberdade
Liberdade
A unica escravidão é diante a liberdade,
As escolhas e as atitudes como fatalidade!
Plantio livre, a colheira é obrigatoriedade!
Cada ato uma opção em sua infinidade,
No grão de areia contendo toda a eternidade!
Da vida como um lapso no tempo universal,
Binários vão se achando o ponto central,
Antropocêntricos e o destino fatal!
Se não temos mais o que fazer, isso é normal!?
Na inércia da segurança traz o terremoto abissal!
Tudo vai se afundando no mar de desespero!
Seres autômatos, repetindo o mesmo erro!
Ganância, vaidade, interesses e muito medo!
Já não pode se esconder atrás do segredo,
Como nunca é alto demais a pagar o preço!
Manipulação para manter o jogo orquestrado!
Gado no pasto, comendo capim e alienado,
Camarão que dorme e a onda leva arrastado,
Massa de manobra é piada para o abastado,
A mentalidade do individualismo exacerbado!
A liberdade do próximo que faz as nossas ações,
Mais livre se todos forem as próprias revoluções,
Singularidade nas partes conectados em vibrações,
O Todo, a Coletividade, a Vida e suas manifestações,
A história se repete, a tragédia tem os mesmos vilões!
LRCP
domingo, 10 de janeiro de 2021
Bananeiros
Bananeiros
A verdadeira intenção esta na atitude,
Palavras vazias é pra quem se ilude,
Nos fatos, realidade em concretude!
O auto engano para que tudo mude,
O achismo emocionado não é plenitude.
Pós-verdade que apela para emoção,
Não importa o povo, mas a manipulação,
Relativistas de buteco na dissimulação,
Jogam com as palavras pela ambição,
Controlar, conquistar e dominar é a intenção!
Na psicologia invertida de banheiro,
Acusam os outros do que são por inteiro,
Uns conscientes esbravejam em desespero,
Pela permanência do estado de atoleiro,
Republica das bananas, bananil dos bananeiros!
Sempre precisam achar um culpado,
Um inimigo para colocar o fardo,
Binário que polariza o que é Unificado,
O bem comum cada vez mais de lado,
E usado só para manter o poder orquestrado!
Dominação silenciosa da ignorância,
Acordem, despertem, ampliem a consciência,
De classe, critica, analítica, a transcendência,
Pensem por si, pesem a balança da existência,
Vale toda mentira para essa breve impermanência?
LRCP
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Novo Ano
Novo Ano
A mensagem é velha para este novo ano,
É só o desejo, de ir no espelho se "olhando",
Se descobrindo no outro que vai projetando,
Suas sombras, ambições, vaidades e planos,
Que cada vez mais a Consciência vá despertando.
E não é frequentar templos lotados,
Orar como teatro pra quem esta do lado,
Se auto enganar na corrente de agregado,
Como os animais no pasto, rebanhados,
Ou esconder a bíblia embaixo do braço.
Quando trocamos olhares vemos o reflexo,
De nós mesmos no próximo, algo complexo,
Que a simplicidade da Luz nos faz conexo,
Dos pontos de relação e seus plexos,
Interligados, parte do Todo, somos Um nexo.
Somos seres de relações, animais políticos.
Criamos a sociedade e seus requisitos,
Consciência de classe e senso critico,
Participação social, cidadania, bem analítico,
Sintético, sujeito histórico é o compromisso!
Enquanto houver luta haverá fé e esperança,
Não de esperar, mas de esperançar como bença,
Abra o coração, levante a cabeça, alma se aqueça,
Despertando a si, em ritmo cósmico na dança,
Teoria e pratica, corpo e alma que se trança!
LRCP
sábado, 7 de novembro de 2020
Correspondência
Correspondência
Quando o silencio fala mais alto, despertar vem num salto,
De pequenos passos nesse palco, a Vida sagrada nos atos,
Como é do alto, assim se vez embaixo, e embaixo faz como no alto,
Correspondência no sobressalto da balança e seus pratos!
Na justa medida do equilíbrio, vem o verdadeiro alivio,
Dinâmico como os sacrifícios diários nos precipícios,
Nas beiradas dos abismos, a energia e os desperdícios,
Equilibrista mutante como as estações e os solstícios!
O segredo é a adaptação, não o mais forte em competição,
Davi e golias e os cabelos do Sansão, os impérios ruirão!
O tempo dissolve a ilusão, mesmo quem aposta na reencarnação,
Quanta energia na sua percepção? Quantos ciclos pra ter atenção?
Quanto mais consciência acumulada com as experiências,
Mais a divina transcendência da ignorância pra sapiência.
O invisível é a essência, da matéria só a transiência!
Pela ilusão da aparência, escraviza a massa com demência!
LRCP
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Silêncio II
Silêncio II
Da luta
ineficaz com tua ignorância!
O que tiver
que ser, será em abundância,
O despertar
é íntimo, chega de petulância!
A vaidade
não cabe mais nessa instância!
Auto-organizadas
as peças vão se encaixar,
Não irão no
meu peito estourar, dilacerar!
O silencio é
ouro, com brilho que deve cintilar,
E nas
constelações as estrelas se firmar!
Alguns de
bota pisoteiam os descalços,
Covardes,
logo estarão nos cadafalsos,
Fazendo a
alegria do público de palhaços,
Desgovernados,
com mazelas fazem pactos!
A vida e o
fluxo de cada um que se libertar,
Vida
passageira, de aprendizagem ímpar!
Somos feitos
da mesma matéria estelar,
O Universo,
a Terra e o Ser, Todo a unificar!
Cada um
acredita no que interessa, iludidos!
O herói ou o
vilão são ambos fictícios!
Olhe para
dentro e descubra o Ser Divino,
Depois pra
fora e veja como estamos invertidos!
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
Mané
Mané
Mundo insano de seres desumanos.
Querem guerras, da qual nos matamos,
Quanto
pior pra nós, melhor aos tiranos,
Enquanto lacaios vão se proliferando,
Fazendo coro a covardia dos profanos!
A vida já não vale nada, só o dinheiro!
A sacralidade que perdeu o paradeiro,
Pensam nas coisas para os herdeiros,
Transformam o mundo nesse chiqueiro,
Engordando esses porcos matreiros!
A pessoa não vale mais o que é,
Vale o que tem, não é Zé?
Se quer passar por cima, vai na fé!
Só cuidado com o retorno da maré,
O mundo gira e arrasta o mané!
Ser pobre de bens materiais,
Não significa que sejamos animais,
Rebanhados pelos ricos boçais!
Dignidade e indignação dos ancestrais,
Que vive nos muitos corações leais!
Pela causa da vida, da paz e do amor!
Pelo bem comum, guerreiro lutador!
O pacto é de sangue, suor e dor!
Todos perecemos, verme aproveitador!
Na prisão da liberdade, o agente transformador!
LRCP
