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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Lobotomiizado

Lobotomizado

Do suco apodrecido de laranja,

Emendas para continuar a ciranda,  
Engorda para amansar a granja,
Capim verdinho ao gado de guirlanda,
Alienação de massas é a demanda!

Atolados na lama que afoga,

Ninguém liga, ninguém se importa!
Ignorância impera, fecha a porta,
A mancha negra análoga a toga,
Julgamentos políticos é a moda.

Celebram o fim da aposentadoria!

Sabem será do futuro que acaricia?
Tiram a dignidade e não querem malicia!
Governados por mitos(maniacos) e milicias! 
É o gado no pasto, e na terra é formiga!

Cultivam o veneno que será pulverizado,

Caminham felizes ao abate já sinalizado,
Vivificam o sentimento do escravizado,
Clamam por poder, todos lobotomizados,
Aniquilam o próximo sendo o próprio alvo!

Nas setas do tempo se vê as areias da ampulheta!

Na entropia ficam as oportunidades da maleta,
Que vira bagagem dissipada na batida da marreta!
Como a queimada do incenso em vareta,
O que tem que ser é, a espiral com suas facetas.

LRCP

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Canalhas

Canalhas

Qualquer conversa já vira assunto,
Um passa para o outro defunto,
Uma simples menção é tumulto,
Se deve, tira satisfação como trunfo.
São os interesses em conjunto!

Aparentemente tudo esta muito bonito,
Imagens enganam! Quem não viu o aviso?
Fraudes encobertas, tudo muito explicito.
Fofocas e conchavos são em comum alívio,
Para se safar da culpa, fortalece o motivo.

Afinal, não existem verdades além dos fatos,
Que são construídos obviamente pelos atos,
Onde cada um sabe dos apertos nos sapatos,
Dai interpretando com os próprios aparatos.
E dando a verdade que quer servir nos pratos..

Dos que estão na mesa bem servidos,
Os da balança, de um lado é absorvido,
Pesa só um com os segredos dos ouvidos,
Dos rabos presos, dependurados, são mantidos!
Uma forte rede dos que dominam invertidos.

Enquanto isso o tempo passa e não para...
O povão vai e vem e não sabe nada,
Nem querem saber desse conto de fada,
Onde se escondem os domínios dos canalhas.
E nada muda, vão reproduzindo as mesmas falhas!

LRCP

sábado, 21 de setembro de 2019

Pilantropia

Pilantropia

Querem benesses sem demora.
Esse pessoalzinho só enrola,
Fingi que se preocupa, é tramoia,
Falsos que abraçam como jiboia,
De pilantropia eu caio fora,

Querem os frutos do que nunca plantou,
Passam por cima dos que lhes ajudou,
Tramam em conchavos, muito abusou,
Mas o mundo gira e o bicho pegou,
Aqui se faz, aqui se paga, se enganou!

O que era pra ser, aconteceu,
Enrolado na trama que teceu,
No fim a queda não amorteceu,
Cara no chão bateu, e doeu!
Mas cada com o problema teu!

O plantio é sempre opcional!
Já a colheita é três vezes fatal,
Causa e efeito providencial,
O que se faz ao tecido social,
No fim é só uma questão pessoal!

Então tenha hombridade!
Se assuma com liberdade,
De ser o que é, autenticidade!
Não precisa fingir bondade,
Até a podridão trás fertilidade!

LRCP

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Reagir

Reagir

Os pratos estão na mesa, servidos!
Uns cheios transbordam, resíduos!
Outros minguam  muito desnutridos,
E assim dizem ser o comum dos destinos,
Que legitima exploração dos oprimidos!

Que valida privilégios pela nota de cem,
Dos que querem mais do que tem,
Gostam de passar por cima do Zé Ninguém,
Sempre explorar a ignorância de alguém,
Escravo da ilusão e do medo, não vão além.

Foi isca fácil criada em cativeiro!
Nasceu para isso, pensa o carniceiro,
Hoje camburão, ontem navio negreiro,
Mão de obra barata, mais um carvoeiro
Sendo carvão queimado nesse fogareiro!

A desnutrição não é só alimentar,
Dignidade tirada, tem que se revoltar,
A falsa segurança para amordaçar,
A liberdade relegada ao aceitar,
Tais injustiças que teimam em procriar!

Tem que reagir, pensar na justa distribuição de renda,
Desigualdade social é a base de todo problema,
Tome consciência de sua classe, aprenda!
Busque sempre, antes que se arrependa!
Agora é a hora! Faz e acontece, não trema!

LRCP

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Bucha

Bucha

Ei você meu irmãozinho! Presta atenção!
Anda no sapatinho, não seja bucha de canhão,
Escolha o caminho que tenha coração,
Na luta sozinho, ninguém vai ajudar, não!
Faça o destino com a espada da justiça na mão!

Dinheiro é bom? Essa é a pergunta!
Mas o que importa é continuar na luta,
Não seja um objeto nessa disputa,
Virando estatística que preenche a lacuna,
Da sociedade injusta que te quer como bucha!

Quem lucra com o entorpecente?
Quem financia é o dependente?
Enquanto houver lucro, renitente,
Haverá violência e exploração pra gente,
Que fica a mercê do sistema eminente!

A diferença do veneno e do remédio,
É só a dosagem para sair do tédio,
Mas criminalizar o pobre é o intermédio,
Como bode expiatório, no assédio!
Erga a cabeça e não o dedo médio!

A única arma é só o conhecimento!
Estude, pesquise, use o discernimento,
Eterno aprendizado e seu desdobramento,
Dando poder de verdade para o momento,
Saindo da servidão desse condicionamento!

LRCP

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Monstros

Monstros

No vale das sombras nos tornamos monstros,
Combatendo os monstros interiores,
Refletidos nos julgamentos dos encontros,
O próprio defeito, dos traumas e temores.

As portas estão abertas e procuramos as chaves,
Criamos ventanias, enquanto o fogo arde,
Enquanto a consciência não se amplia além
Dos condicionamentos culturais que tem,
Destarte sem fazer a própria parte!
Não faz o único trabalho como Arte.

O que é diferente assusta,
A santa projeção que abusa,
Do julgamento, a alma obtusa,
Perpetuando a sombra escura,
Coletiva e líquida que acumula.

Faz rebanho de tamanha vibração,
Virando gado, que vira alimentação,
Para os monstros que circulam,
Neste mundo criado perambulam,
Deixando heranças cheias de maldição,
Banhadas no sangue da multidão!

Percepção em crise, como a organização social,
Primeiro olha pra dentro, depois olha para fora,
Vendo o caminho a frente tudo se desenrola,
Mesmo que encarar a profundidade abissal!

LRCP

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Labuta

Labuta

Nas linhas do tempo, suas setas e o momento,
Avistando lembranças turvas das andanças,
Mas fica clara a esperança diante as alianças,
E o sentimento na imaginação ao firmamento.

Entusiasmado, mas perde o interesse.
Entediado, senso comum que apetece.
Desnorteado, diante a banal benesse.
Equalizado, baixas vibrações em prece.

Das escritas do pobre roto,
Sinais se ocultam aos escrotos,
Acha que é o máximo, louco!
Vibra em massa como o esgoto,
Águas paradas, podres, um lodo!

Não restam escolhas, o tempo passa, o tempo voa,
Ficar na encolha, no pianinho como uma garoa,
Muitos são os desafios, muitas as quadraturas,
Desenrolando os fios, na discrição e aleluias.

Encontrando o significado da verdadeira luta,
O trabalho é interno, não existe disputa,
Mundo gira no seu tempo, cada um tem sua labuta,
Aqui se faz, aqui se paga, então não julga!

LRCP