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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Bucha

Bucha

Ei você meu irmãozinho! Presta atenção!
Anda no sapatinho, não seja bucha de canhão,
Escolha o caminho que tenha coração,
Na luta sozinho, ninguém vai ajudar, não!
Faça o destino com a espada da justiça na mão!

Dinheiro é bom? Essa é a pergunta!
Mas o que importa é continuar na luta,
Não seja um objeto nessa disputa,
Virando estatística que preenche a lacuna,
Da sociedade injusta que te quer como bucha!

Quem lucra com o entorpecente?
Quem financia é o dependente?
Enquanto houver lucro, renitente,
Haverá violência e exploração pra gente,
Que fica a mercê do sistema eminente!

A diferença do veneno e do remédio,
É só a dosagem para sair do tédio,
Mas criminalizar o pobre é o intermédio,
Como bode expiatório, no assédio!
Erga a cabeça e não o dedo médio!

A única arma é só o conhecimento!
Estude, pesquise, use o discernimento,
Eterno aprendizado e seu desdobramento,
Dando poder de verdade para o momento,
Saindo da servidão desse condicionamento!

LRCP

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Monstros

Monstros

No vale das sombras nos tornamos monstros,
Combatendo os monstros interiores,
Refletidos nos julgamentos dos encontros,
O próprio defeito, dos traumas e temores.

As portas estão abertas e procuramos as chaves,
Criamos ventanias, enquanto o fogo arde,
Enquanto a consciência não se amplia além
Dos condicionamentos culturais que tem,
Destarte sem fazer a própria parte!
Não faz o único trabalho como Arte.

O que é diferente assusta,
A santa projeção que abusa,
Do julgamento, a alma obtusa,
Perpetuando a sombra escura,
Coletiva e líquida que acumula.

Faz rebanho de tamanha vibração,
Virando gado, que vira alimentação,
Para os monstros que circulam,
Neste mundo criado perambulam,
Deixando heranças cheias de maldição,
Banhadas no sangue da multidão!

Percepção em crise, como a organização social,
Primeiro olha pra dentro, depois olha para fora,
Vendo o caminho a frente tudo se desenrola,
Mesmo que encarar a profundidade abissal!

LRCP

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Labuta

Labuta

Nas linhas do tempo, suas setas e o momento,
Avistando lembranças turvas das andanças,
Mas fica clara a esperança diante as alianças,
E o sentimento na imaginação ao firmamento.

Entusiasmado, mas perde o interesse.
Entediado, senso comum que apetece.
Desnorteado, diante a banal benesse.
Equalizado, baixas vibrações em prece.

Das escritas do pobre roto,
Sinais se ocultam aos escrotos,
Acha que é o máximo, louco!
Vibra em massa como o esgoto,
Águas paradas, podres, um lodo!

Não restam escolhas, o tempo passa, o tempo voa,
Ficar na encolha, no pianinho como uma garoa,
Muitos são os desafios, muitas as quadraturas,
Desenrolando os fios, na discrição e aleluias.

Encontrando o significado da verdadeira luta,
O trabalho é interno, não existe disputa,
Mundo gira no seu tempo, cada um tem sua labuta,
Aqui se faz, aqui se paga, então não julga!

LRCP

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Defender o Obvio

Defender o Obvio

Um povo que não conhecia,
A força de sua maestria,
Todos juntos, muito poderia,
Mas ao pasto se limitaria,
Da alienação como honraria!

Muitos sonhando em possuir,
Bens materiais para fingir,
Felicidade comprada e fugir!
Auto-engano como porvir,
E a insanidade como devir!

Muitos pobres querendo ser ricos,
Para um rico, quantos empobrecidos?
Fosso na desigualdade social é alivio,
Para os dominadores é o motivo,
De manter como esta, todos embrutecidos!

Barbárie, jogam no campo de batalha,
Armas, venenos, milicias, navalha,
Assassinatos políticos, todos na vala,
A consciência de classe relegada,
Humanidade para o esgoto do alma!

Querem apenas carvão para queimar,
Na fornalha querem te jogar,
Para a maquina continuar a funcionar,
A subjetividade não vai importar,
A singularidade de cada um é pra se comprar!

Sua necessidade é o lucro,
Se venda e se entregue ao absurdo,
Vida loca aceitar esses abusos,
12 horas de exploração no bucho,
Pra ganhar merreca e ser recluso.

Liberdade e segurança não são mais,
Pague suas contas, enquanto eles tem paz,
Enquanto tem os melhores meios materiais,
Se formando e aprimorando nas técnicas,
Seja econômicas, administrativas e politicas!

A tática é simples: transformar o povo em GADO!
Que nada questiona, e só segue no arado!
Povo escravizado, que serve só para ser utilizado,
No pastos e currais da alienação, massificado.
Aniquilando valores essenciais, pobre coitado!

A Criação não pergunta o preço,
A Terra dá de graça nosso berço,
Todos os recursos para vivermos,
Mas a ambição humana leva um terço,
E muito mais com o poder do dinheiro!

Não seja mais um vacilão,
Se liberte dassa escravidão,
Nova mente e novo coração,
O que vale é a cooperação,
O que consagra o Irmão!

Onde todos possam ter dignidade,
Onde os semelhantes vivam em irmandade,
Numa verdadeira igualdade e liberdade,
Em que cada um honre a humanidade,
Não se escondendo atras da falsa fraternidade!

As pessoas querem ver as outras bem,
Mas não melhor que elas, Zé Ninguém!
Pouco vale a pessoa, vale sim a nota de cem,
E ainda tem coragem de agradecer com amém,
Ajoelhando ao fracasso de mais alguém!

Falsos profetas, doutos, arquitetos sociais,
Cegam as massas, intenções infernais,
Escondidos em belas palavras de paz,
Mentirosos ambiciosos, malditos chacais!
Abutres, carniceiros, malditos desleais!

Acorde! Agora é a hora!
Se organize não demora,
Todos unidos contra a degola,
Se for de um é de todos que amola,
Só isso faz os poderosos que se apavora!

Povo se organizando em interesse comum,
O Obvio da dignidade de cada um,
Acende o estopim, o enxame nesse zum-zum-zum,
Barril de pólvora estoura e aquele BUM!
Emancipação e igualdade ad infinitum!!

LRCP

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Abutres

Abutres

No vasto pasto, se viu no horizonte,
A boiada preparada para o desmonte,
Ruminando e pastando de monte,
A liberdade ficando mais longe,
Enquanto o abate estava defronte.

Uma grande manada que via só duas cores:
Vermelho ou azul e já sentiam as 'dores',
Binários fundamentalistas querendo favores,
Inconscientes egoístas, fingidos e impostores,
Dizem da boca pra fora, atitude de bons atores!

Dizem sempre pela grande população,
Por um Brasil melhor, sem corrupção,
Sendo o mais corrupto nessa encenação,
Levando na onda o dorminhoco camarão,
Já com a massa esmagadora na alienação!

Já foi bem dado o golpe na frágil democracia,
Direitos trabalhistas, pec da morte, previdência,
Isenções, armas, assassinatos, incompetência!
Juízo politico, venenos, só mordomia em evidência!
Devastação ambiental e muito mais consequência!

Os vendilhões foram emponderados pelo povo!
Só assim, será o fim desses charlatões de novo,
Entra um sai outro, é tudo igual quando sai do ovo,
Chocados pelo poder, a maioria vira o estorvo,
Abutres jogando o povo no bico do corvo!

LRCP

terça-feira, 25 de junho de 2019

Fingidos

Fingidos

Momento de alienação, de loucura!
Muita podridão, com fingida doçura,
Gente sem noção e sem estrutura,
Acha que é cidadão, mas é mula,
Rebanho na imensidão da amargura!

Venenos, armas, explorações,
Extermínios, milicias, imposições,
Ditadura, ignorância, explosões,
Desmatamentos, vendilhões,
Juízes políticos e suas intenções!

O tempo quem vai dizer, é o rei!
Muitos ainda vão maldizer, eu sei,
Não vão se arrepender, até parei!
Fingindo santidade de um frei,
E nunca vão dizer: eu errei!

Esses são os mau-caratistas militantes,
Desumanos, entreguistas e ignorantes,
Querem mais guerras em instantes,
Explorar o ódio, fingindo serem amantes,
Egoístas, insensíveis, desumildes e arrogantes!

Ricos ficam cada vez mais ricos,
Pobres cada vez mais empobrecidos,
Lucros para poucos, e os prejuízos?
Ficam para os muitos excluídos!
São os neoliberalecos, a elite dos fingidos!

LRCP

terça-feira, 18 de junho de 2019

Bom lugar

Bom lugar

Ao passo largo da edificação cultural,
Indivíduos após indivíduos na moral,
Coletivo construído, depende do individual,
Quanto mais regras, mais instinto animal,
Quanto mais leis, mais cerca no curral!

Gados no pasto, ovelhas e asnos,
Lobos, raposas e porcos, fiascos!
Da águia que tem visões dos palcos,
No teatro cultuado dos estelionatos,
Acostumados se acham nos espetáculos!

Jovens talentosos e cheios de potência!
Para edificar, precisa despertar a consciência!
Largar a mão de querer só a audiência,
Ibope para falar besteira sem competência,
Falar o que a massa fala na inconsciência!

Do próprio umbigo querem falar,
Sem capacidade para escutar, respeitar!
Já dizia Sabotage, quanto ao "bom lugar",
Tem que ter humildade e saber chegar,
Sem pilantragem e prepotência,honrar!

Então, continuando a construção,
O respeito e humildade em primeira mão,
Fazendo cultura, dando exemplo ao povão,
Usando do Dom para criar união, emancipação!
Liberdade, igualdade e fraternidade aos irmão!

LRCP